sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Saliva e cáries - Pouca saliva faz aumentar número de cáries

Um dos fatores diretamente associados ao aumento de cáries é o baixo fluxo de saliva. Essa relação acaba de ser comprovada em um estudo realizado na Universidade de Brasília (UnB) por Soraya Leal, professora do Departamento de Odontologia (ODT) da instituição.

“A literatura científica mundial demonstra uma certa inconclusão sobre a relação da saliva com as cáries”, disse Soraya à Agencia FAPESP. “Por conta disso, resolvemos mostrar essa relação na prática, por meio de análises laboratoriais em 60 crianças”, explica. Das 35 crianças que não tinham cárie, todas apresentavam fluxo salivar entre normal e alto. Em contrapartida, as outras 25 que tinham dentes cariados apresentaram pouca saliva.

Os pesquisadores fizeram ainda uma revisão sistemática, por meio de bancos de dados na internet, de artigos sobre o assunto publicados em revistas científicas internacionais. “Com base em 70 trabalhos científicos concluímos que a probabilidade de o indivíduo apresentar cárie é bem maior quando a produção de saliva é menor do que 1 mililitro por minuto”, afirmou Soraya.

O estudo da UnB também verificou a relação da cárie com o pH da saliva. Nas crianças que apresentavam pH salivar neutro, entre 6 e 7, o problema não foi identificado. Entretanto, as cáries foram mais freqüentes em crianças que apresentavam uma saliva mais ácida, com pH menor que 5.

Soraya explica que para manter estável o fluxo de saliva na boca e evitar o Streptococcus mutans, bactéria causadora das cáries, o indivíduo precisa ingerir bastante água. Outra opção é a ingestão de alimentos sólidos. Como mastigá-los requer um esforço maior das glândulas salivares, a produção de saliva acaba aumentando.

“Existem alimentos, no entanto, que fazem com que o Streptococcus mutans prolifere bem mais rápido. E como a maior parte das pessoas já sabe, o açúcar é o grande vilão das cáries”, alerta a pesquisadora. Segundo ela, por ser um componente natural da boca, a saliva é o primeiro defensor contra a cárie, devido às suas propriedades antimicrobianas. "Se o fluxo salivar cai, o pH também diminui. E o pH da saliva é responsável pelo controle dos minerais do dente." 
Fonte: Thiago Romero Agencia Fapesp, 10/08/2006.

Hérnia inguinal - Diagnóstico, tratamento e cirurgia

Diagnóstico de hérnia inguinal

Para o diagnóstico de hérnia inguinal o médico toma um histórico médico minucioso e conduz exames físicos. Ele pode pedir para o paciente ficar de pé e tossir, de modo que possa sentir a hérnia à medida que ela se move para dentro da virilha ou do escroto. O médico verifica se a hérnia pode ser gentilmente massageada de volta à sua posição apropriada no abdômen

Tratamento da hérnia inguinal

Em adultos a hérnia inguinal que cresce, causa sintomas ou fica encarcerada, é tratada cirurgicamente. Em crianças e bebês, hérnia inguinal é sempre operada para prevenir a ocorrência de encarceramento. O tempo de recuperação da cirurgia depende do tamanho da hérnia, técnica usada no tratamento, e idade e saúde do paciente.

Complicações potencias da cirurgia no tratamento da hérnia inguinal

A cirurgia para tratamento de hérnia inguinal é bem segura e complicações não são comuns. Caso complicações ocorram, as principais são:

* Risco geral da anestesia. Complicações decorrentes de anestesia na cirurgia para hérnia inguinal ocorrem mais provavelmente em pacientes idosos e aqueles com outra condições médicas. Complicações comuns incluem náusea, vômito, retenção de urina, dor na garganta, e dor de cabeça. Problemas mais sérios incluem ataque cardíaco, derrame, pneumonia, e coágulos sanguíneos nas pernas. Sair da cama e mover-se assim que o médico permitir ajuda a reduzir o risco de pneumonia e coágulos sanguíneos.

* Recorrência da hérnia inguinal. A hérnia inguinal pode voltar até vários anos depois do tratamento. Recorrência é a complicação mais comum do tratamento de hérnia inguinal, fazendo com que o paciente passe por uma segunda cirurgia.

* Sangramento. O sangramento dentro da incisão é outra complicação da cirurgia para hérnia inguinal. Sangramento pode causar inchaço severo. Pode ser necessária cirurgia para abrir a incisão e parar o sangramento. Sangramento ocorre em menos de 2% dos pacientes.

* Infecção. O risco de infecção é pequeno, menos de 2%, e ocorre principalmente em idosos e pacientes que passam por cirurgia mais complexa para hérnia inguinal. A infecção pós-operatória requer antibióticos e, ocasionalmente, outro procedimento com anestesia local para fazer uma pequena abertura na incisão e drenar a infecção.

* Cicatriz dolorosa. Algumas vezes o paciente experimento dor em uma área específica perto da incisão depois que ela cicatrizou. Essa dor geralmente passa com o tempo. Se a dor continuar, medicamentos pode ser injetados na área.

* Lesão a órgãos internos. Embora extremamente raras, lesões ao intestino, bexiga, rins, nervos e vasos sanguíneos, podem ocorrer durante a cirurgia para tratamento de hérnia inguinal. Isso pode ocasionar mais operações.

Dentaduras - Problemas com dentadura

Problemas com dentaduras incluem o fato que as pessoas não estão habituadas a ter algo na boca que não seja comida. Desta forma, o cérebro sente a presença da dentadura como se tivesse alimento na boca, e envia mensagens às glândulas salivares para produzir mais saliva. 

Dentaduras novas também são causa inevitável de feridas, uma vez que elas geram atrito e pressionam a mucosa. Alguns ajustes na dentadura nas semanas seguintes à sua colocação podem resolver esse problema.

Outro problema com dentadura é mantê-la no lugar, não importa o quão bem feita ela seja. Isso porque o melhor que o dentista pode fazer é fabricar uma dentadura superior que trabalhe em harmonia com a inferior quando o paciente está em repouso. Porém, quando há mastigação, a dentadura não fica livre de desajustes. Adesivos para fixar dentadura podem ser utilizados para atuar contra as forças que tentam empurrar a base da dentadura para fora da mucosa.

Gengivite

O que é Gengivite
A gengivite é inflamação da gengiva, sendo um condição geralmente reversível. Escovar os dentes com creme dental e usar fio dental são as melhores formas de prevenção.

Causas da gengivite

A gengivite geralmente tem como causa limpeza inadequada dos dentes. Quando o dente não é adequadamente limpo, a placa irrita a gengiva. Bactérias e toxinas podem fazer com que a gengiva fique vermelha e inchada.

Fatores que contribuem para a gengivite incluem gravidez e diabetes sem controle, devido à alterações hormonais que pode aumentar a susceptibilidade da gengiva e/ou modificar a composição da microflora dentogengival. Alterações hormonais durante a puberdade também podem aumentar o risco de gengivite. O risco de gengivite é elevado por cálculos dentais, dentes desalinhados e mal ajustamento ou limpeza inadequada em dentaduras, pontes e coroas. O medicamento fenitoína, pílulas anticoncepcionais e ingestão de metais pesados também podem causar gengivite.

Sintomas da gengivite 

Os sintomas da gengivite são os seguintes:
* Gengiva inchada.
* Feridas na boca.
* Gengiva vermelho-brilhante ou roxa.
* Gengiva lustrosa.
* A gengiva não dói, exceto quando tocada.
* Gengiva que sangra facilmente, mesmo com escovação leve.

Prevenção da gengivite

A gengivite pode ser ter a sua prevenção pela higiene oral regular, incluindo escovar os dentes e usar fio dental.

Tratamento da gengivite

O dentista fará uma limpeza minuciosa dos dentes e gengiva. Depois disso, é necessária a higiene oral constante. A remoção da placa geralmente não é dolorosa, e a inflamação da gengiva deve ser curada entre uma e duas semanas. A higiene oral é necessária para prevenir a recorrência da gengivite.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Pasta de dente

A pasta de dente, usada em conjunto com escova de dente, executa várias funções que promovem a higiene oral:
* ajuda a retirar a placa bacteriana e alimentos dos dentes,
* elimina ou disfarça odores indesejáveis na boca,
* libera ingredientes como flúor que previne problemas nos dentes e gengiva.

O ingrediente ativo mais comum nas pastas de dente para prevenir cáries é o fluoreto de sódio, sendo que quase todas as marcas têm entre 1000-1100 partes por milhão desse ingrediente.

Quase todas as pastas de dente contêm lauril sulfato de sódio, ou outro elemento da família dos sulfatos. O lauril sulfato de sódio é encontrado em outros produtos de higiene pessoal, como xampus, sendo um agente espumante.

Ingredientes como bicarbonato de sódio, enzimas, vitaminas, ervas, cálcio, anti-séptico bucal e/ou peróxido de hidrogênio são muitas vezes combinados na pasta de dente.

As pastas de dente são comercializadas com uma variedade de sabores, sendo que geralmente eles são uma variação da menta. Outros sabores mais exóticos incluem: abricó, anis, tuti-fruti (direcionado principalmente para crianças), canela, baunilha, limão, laranja, etc.

A pasta de dente é feita para ser cuspida, já que a ingestão de grandes quantidades de alguns tipos de pastas pode causar diarréia ou náusea. É por isso que crianças pequenas só devem utilizar pasta de dente sob supervisão atenta.

Implante dental

O implante dental é usado pelo dentista protético. Há vários tipos de implantes dentais, sendo que o mais aceito, e de melhor sucesso, é o implante dental osseointegrado baseado na descoberta que o titânio poderia ser incorporado ao osso quando os osteoblastos crescem pela superfície do titânio implantado. Isso forma uma conexão estrutural e funcional entre o osso vivo e o implante.

Um implante típico consiste de um parafuso de titânio com uma superfície áspera, a qual é tratada com spray de plasma ou jato de areia para elevar o potencial de integração do implante. 

Nos lugares da boca onde não existia dente por muitos meses, um buraco piloto é perfurado no osso recipiente, tomando cuidado para evitar estruturas vitais. Esse buraco é então expandido usando brocas progressivamente maiores. É preciso cuidado para não danificar as células osteoblastas pelo calor. Um spray é usado para manter a temperatura do osso abaixo de 47 graus.

O parafuso do implante é geralmente auto-tampado e aparafusado no lugar com precisão para não sobrecarregar o osso ao redor. Assim que estiver no osso, um parafuso de cobertura é colocado e o local da operação é deixado para sarar por alguns meses para que a integração ocorra.

Depois de alguns meses o implante é descoberto e um reforço e coroa temporária são colocados sobre o implante. Isso encoraja a gengiva a crescer na forma adequada e permite a estética final do dente restaurado. Uma vez que isso ocorra, uma coroa permanente será construída e colocada sobre o implante.

Uma estratégia cada vez mais comum para preservar o osso e reduzir o tempo de tratamento é a colocação de implante dental sobre um local de extração recente. 

Os perigos do beijo na boca

Atualmente nossa sociedade incorporou o hábito de "ficar", no qual pode-se beijar várias pessoas, geralmente desconhecidas, em uma mesma balada. 

Porém, o hábito do beijo na boca, visto por muitos como algo inofensivo, trás o perigo da transmissão de várias doenças, inclusive as sexualmente transmissíveis.

A gengivite, por exemplo, é uma infecção bacteriana que teve sua incidência aumentada nos últimos anos, provavelmente em decorrência do hábito de “ficar”. De acordo com um estudo publicado em fevereiro de 2006 no British Medical Journal, beijar na boca várias pessoas aumenta em quatro vezes o risco de adolescentes contraírem meningite, uma infecção cerebral potencialmente fatal. Já a bactéria causadora da temida cárie dental, streptococcus mutans, também pode ser transmitida pelo beijo na boca. 

Além das bactérias, o beijo também pode transmitir vírus causadores de doenças. Uma dessas doenças, a mononucleose, recebeu como nome popular "doença do beijo". Mononucleose é causada pelo vírus Epstein-Barr (VEB) e, depois de um período de incubação de 30 a 45 dias, a pessoa pode permanecer com vírus para sempre no organismo. 

Mononocleose pode ser uma doença assintomática, ou apresentar sintomas que incluem: fadiga, dor de garganta, tosse, inchaço dos gânglios, perda de apetite, inflamação do fígado e hipertrofia do baço. Outra doença por vírus mais conhecida, e também transmitida pelo beijo, é o herpes labial. Essa doença é provocada pelo vírus herpes simplex e pode causar bolhas e feridas nos lábios e pele ao redor da boca.

As temidas doenças sexualmente transmissíveis (DST) também podem ser contraídas pelo beijo. O Departamento de Saúde dos EUA considera que pode haver risco, apesar de muito pequeno, de transmissão do vírus HIV, causador da doenças da AIDS, através do beijo da boca ( http://www.cdc.gov/hiv/resources/qa/qa17.htm ) caso existam feridas ou sangramento na boca. O risco de transmissão do HIV através do beijo na boca teoricamente é maior em pessoas com body-piercing na língua ou lábios. Um beijo mais ardente poderia provocar sangramento na região do body-piercing, havendo o risco de infecção do vírus HIV se o sangue entrar em contato com uma lesão bucal ou corte. Outras DST também transmissíveis pelo beijo incluem sífilis e gonorréia.