quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Odontologia do Esporte - Prevenção desportiva (bucal)

A crescente prática de esportes de contato como o Judô, jiu-jítsu, boxe, karatê e até os mais radicais como mountain bike, moto-cross e skate tem um grande risco acidentes que podem levar ao traumatismos em dentes e nos maxilares.
Em função disso, muitos atletas recorem sabiamente à utilização de protetores bucais como um eficiente método de redução de danos, ou até mesmo de eliminação dos traumatismos, principalmente em incisivos centrais e laterais superiores.
Qual a vantagem de usar um protetor?
Os protetores funcionam como uma almofada, ela absorve o impacto distribuindo as forças durante o golpe ou impacto, prevenindo, assim, a laceração, equimose dos lábios e bochechas.
A Academia Americana de Odontologia Esportiva, afirma que o uso desse aparelho diminui em até 80% os riscos de trauma dental. Cada atleta envolvido em esportes de contato tem 10% de chance de sofrer um acidente dental ou oral.
Sem o uso do protetor bucal personalizado, o risco de sofrer um ferimento nos dentes aumenta mais de 60 vezes. Devido ao fato de ser bem adaptado, o protetor bucal não atrapalha a respiração do atleta, possibilitando uma fala mais fácil e a ingestão de líquidos sem precisar tirá-lo da boca.
Quais os tipos de protetores?
Existem, basicamente, dois tipos de protetores bucais: o "ferve-e-morde" e o personalizado.
Eles são usados na arcada dentária superior, o local mais vulnerável aos traumas. Se o atleta usa aparelho ortodôntico fixo, o protetor é colocado em ambas as arcadas, pois a possibilidade de ferimentos é maior.
O "ferve-e-morde" é um protetor bucal feito de silicone, vendido em lojas de material esportivo, em tamanho único. Para usá-lo, o esportista precisa adaptá-lo à sua boca. É necessário que o atleta fique de boca fechada durante a competição para que o protetor não caia. Esse aparelho dá uma falsa sensação de segurança. Como não se adapta perfeitamente à boca, pode causar ferimentos nos desportistas.
O protetor bucal personalizado é um aparelho bem mais sofisticado. Trata-se de uma placa de silicone prensada sobre o modelo de gesso. Pelo fato de ser confeccionado sobre o modelo da arcada, adapta-se perfeitamente à boca, oferecendo maior conforto e maciez. Podendo ser colorido ou transparente.
Para colocá-lo o atleta necessita fazer, no mínimo, duas consultas. A primeira é um exame clínico para avaliação de suas condições bucais, tipo de mordida, se usa aparelho ortodôntico e outras informações. Também, nessa fase, costuma-se fazer a moldagem da arcada superior e escolhe-se a cor. A segunda serve para a colocação do protetor e ajustes, caso sejam necessários.
Quais esportes que mais precisam?
O protetor bucal personalizado pode ser utilizado por quase todos os esportes que envolvem velocidade, impacto ou atrito com outro atletas.
Podemos citar centenas de esportes que necessitam de um acompanhamento de um especialista, entre eles os mais comuns são:
- Alpinismo
- Boxe
- Corrida
- judô
- jiu-jítsu
- Triathlon
- karatê
- Mountain bike
- Moto-cross
- Ciclismo
- hockey inline
- Patins inline
- sumô
- Luta greco-romana
- voleibol
- handebol
- futebol de salão
- Rally

Esclarecendo suas dúvidas - Ortodontia, precisa que o paciente colabore

A correção da posição dos dentes não é simplesmente uma questão estética. Os dentes mal posicionados podem causar cáries e problemas gengivais, isto ocorre devido à dificuldade que os pacientes têm em manter a higiene bucal. Muitas vezes é impossível fazer uma boa escovação, ou mesmo passar fio dental entre os dentes situados em posições de difícil acesso.
Nestas condições o aparecimento da Cárie é simplesmente uma questão de tempo. A decisão por um tratamento ortodôntico deve sempre ser tomada de comum acordo entre o dentista especialista na área e o paciente que necessita do tratamento. Após o inicio o tratamento o mesmo não deve ser interrompido, um tratamento ortodôntico interrompido pode deixar a situação mais complicada do que era inicialmente.
Existem aparelhos ortodônticos fixos que permanecem aderidos aos dentes e aparelhos removíveis que são tirados da boca durante as refeições e para higienização. Ambos os aparelhos exigem muita cooperação do paciente para que o tratamento tenha o sucesso pretendido.
Frequentemente os especialistas utilizam as duas alternativas dependendo da fase em que o tratamento se encontra. Os aparelhos exigem do paciente cuidados especiais, os quais são transmitidos pelo profissional por ocasião da instalação dos mesmos.
Para evitar manchas nos dentes, cáries ou gengivites (inflamação nas gengivas), é necessário uma escovação rigorosa do aparelho e dos dentes. Cuidados com a alimentação são imprescindíveis. O açúcar entre as refeições e alimentos duros como: torradas, pipocas, amendoins, torrones, devem ser evitados; assim como, as gomas de mascar que podem danificar os aparelhos.
Hábitos nocivos como: chupar dedos ou chupetas, morder lápis ou canetas e roer unhas, normalmente implicam em atrasos ou mesmo na alteração do tratamento planejado. É importante lembrar que após a instalação do aparelho, a cada visita ao dentista, será necessário um ajuste do mesmo. Este ajuste pode ser um pouco incômodo, porém logo o paciente começará a perceber os resultados, podendo avaliar o progresso do tratamento.

Retração Gengival

O QUE É RETRAÇÃO GENGIVAL?
É o deslocamento da gengiva, provocando a exposição da raiz do dente. Isso pode ocorrer em um só dente ou em vários.

O QUE OCASIONA ESSA RETRAÇÃO?
A causa não é fácil de determinar. Existem várias hipóteses: Traumatismo por escovação (fricção exagerada com escova de cerdas duras): inflamação da gengiva pela presença da placa bacteriana; trauma oclusal (forças excessivas sobre o dentes causadas por má posição dentária ou por restaurações “aftas”); restaurações desadaptadas na região gengival; posição alta dos freios labiais e lingual; movimentos ortodônticos realizados de maneira incorreta; dentes apinhados (encavalados); pouca espessura do osso que recobre a raiz.
POR QUE NESSA SITUAÇÃO OS DENTES FICAM MAIS SENSÍVEIS?
Devido á exposição da raiz, a camada que reveste (cemento) desaparece, expondo a dentina, que é sensível. Bochechos com soluções fluoretadas podem amenizar o problema.
TEM RELAÇÃO COM A IDADE?
Uma certa retração gengival generalizada é percebida com o passar dos anos e considereda normal. Algumas pessoas são mais susceptíveis que outras.. A retração pode avançãr em alguns períodos e, em outros permanecer estacionária.
EXISTE TRATAMENTO?
Normalmente, o que se faz é evitar a evolução desse processo por intermédio de escovação adequada, limpeza profissional, ajuste oclusal, remoção de hábitos nocivos, remoção de excessos de materiais restauradores, se houver, e se for o caso, corrigir a má posição de dente com aparelho ortodôntico.
É POSSÍVEL RECOBRIR A RAIZ NOVAMENTE?
Sim, por intermédio de técnicas cirúrgicas utilizadas principalmente em retração de um ou no máximo dois dentes. São cirurgias de resultados não previsíveis, em que, em determinadas situações, vale a pena tentar.
SE NÃO FIZER A CIRURGIA, PODE-SE PERDER O DENTE?
A retração, por si só, não provoca a perda do dente, desde que as causas sejam eliminadas e que não haja inflamação.

Gengivite* É a inflamação da gengiva

O que é gengivite?
Gengivite é o nome que se dá a uma inflamação da gengiva. É o estágio inicial da doença da gengiva e a mais fácil de ser tratada.

A causa direta da doença é a placa, uma película, grudento e sem cor de bactérias que se forma, de maneira constante, nos dentes e na gengiva.
Se a placa não for removida pela escovação e uso de fio dental diários, ela produz toxinas (venenos) que irritam a mucosa da gengiva causando a gengivite. Neste estágio inicial da doença da gengiva, os danos podem ser revertidos, uma vez que o osso e o tecido conjuntivo que segura os dentes no lugar ainda não foram atingidos.
Entretanto, se a gengivite não for tratada, ela pode evoluir para uma periodontite e causar danos permanentes aos dentes e mandíbula/maxilar.
Como sei que tenho gengivite?
Os sintomas clássicos da gengivite incluem gengivas vermelhas, inchadas e sensíveis que podem sangrar durante a escovação. Outro sintoma de doença é o recuo ou retração da gengiva, conferindo aos dentes uma aparência alongada. A doença da gengiva pode formar bolsas entre os dentes e a gengiva, onde se acumulam restos de comida e placa. Algumas pessoas têm mau hálito freqüente ou sentem gosto ruim na boca, mesmo se a doença não estiver em estágio avançado.
Como posso prevenir a gengivite?
Uma boa higiene bucal é essencial. A limpeza profissional também é extremamente importante, pois uma vez que a placa se acumula e endurece (ou torna-se tártaro), apenas o dentista ou um higienista podem removê-la.
Você pode prevenir a gengivite através dos seguintes hábitos:
1) Escovação e uso apropriado do fio dental para remover placas e restos, e do controle do aparecimento de tártaro.
2) Alimentação correta para garantir nutrição adequada para o osso da mandíbula/maxilar e dos dentes.
3) Evitar cigarros e outras formas de tabaco.
4) Ir ao dentista regularmente. No minimo 1 vez por ano

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Gravidez, pré-natal e saúde bucal

A saúde bucal pode afetar a gravidez?

Há cada vez mais evidências sugerindo a existência de uma relação entre as enfermidades gengivais e os nascimentos prematuros, e de bebês que nascem com peso abaixo do normal. As gestantes portadoras de enfermidades gengivais têm maior propensão a dar à luz a bebês prematuros e abaixo do peso normal.
Outros estudos devem ainda ser feitos para que se estabeleça de que maneira as enfermidades gengivais afetam a gestação. Parece que essas doenças aumentam os níveis dos fluidos biológicos que estimulam o trabalho de parto. Os dados também sugerem que quando uma enfermidade gengival piora durante a gravidez, o risco de o bebê nascer prematuro aumenta.

Que posso fazer para garantir uma gravidez saudável?

O melhor conselho que se pode dar a uma mulher que está pensando em engravidar é ir ao dentista e resolver todos os problemas bucais, antes de ficar grávida.
Durante a gestação, seus dentes e gengivas precisam de cuidados especiais. Uma higiene bucal adequada, o uso diário do fio dental, uma alimentação equilibrada e visitas periódicas ao dentista são medidas que ajudam a reduzir os problemas dentários que acompanham a gestação.

Que problemas orais podem ocorrer durante a gravidez? 

Os estudos revelam que um grande número de mulheres tem gengivite durante a gravidez, com acúmulo de placa bacteriana que se deposita nos dentes irritando a gengiva.
Mantendo seus dentes sempre limpos, especialmente na região do colo dentário, área em que a gengiva e os dentes se encontram, você pode reduzir significativamente ou até evitar a gengivite durante a gravidez. E além disso, você pode ajudar ainda mais a saúde de seus dentes, substituindo os doces por alimentos integrais tais como queijo, verduras e frutas frescas.

O que posso esperar de uma consulta com o dentista durante meu período de gravidez?

Em primeiro lugar, não deixe de informar o dentista que você está grávida. É melhor marcar uma consulta entre o quarto e sexto mês de gravidez, porque os três primeiros meses são os mais importantes no desenvolvimento da criança. No último trimestre da gravidez, o estresse associado com a consulta ao dentista pode aumentar a incidência de complicações pré-natais.
Na maior parte dos casos, radiografias, anestésicos dentais, medicação contra a dor e antibióticos (especialmente a tetraciclina) não são receitados durante o primeiro trimestre da gravidez, a não ser que sejam absolutamente necessários. Além disso, sentar-se em uma cadeira de dentista nos últimos três meses da gestação pode ser algo muito desconfortável. Há também evidências de que as gestantes podem ser mais suscetíveis à náusea. Mas, não se preocupe, pois seu dentista está preparado para ajudá-la nesta situação.
Se precisar fazer uma consulta de emergência, avise o consultório, antes de chegar lá, que você está grávida. Informe a respeito de qualquer tensão que estiver sofrendo, abortos naturais anteriores e medicamentos que esteja tomando. Tudo isso pode influenciar a forma pela qual seu dentista vai atendê-la e tratá-la. É bem provável que seu dentista entre em contato com seu médico, antes de iniciar qualquer tratamento.
Se tiver qualquer dúvida, insista para que seu dentista fale com seu médico. E se o dentista prescrever qualquer medicamento, não aumente a dosagem recomendada, mesmo no caso de uma simples aspirina.

O que é fissura labial/palatina?

O que é Fissura Labial/Palatina?
Fissura labial é a separação do lábio superior em duas partes, algo que atinge um em cada 550 bebês no Brasil.Tal como a fissura palatina, a fissura labial é causada pela junção inadequada dos dois lados da face quando o bebê ainda está no útero. Embora ninguém saiba ao certo o porquê desta deficiência, ela tende a ser hereditária. Os desequilíbrios hormonais, as deficiências nutricionais e certas drogas utilizadas durante a gestação podem ser apontadas como possíveis causas.
A fissura palatina ocorre quando há uma abertura direta entre o palato, ou céu da boca, e a base do nariz. Durante a gestação, o maxilar superior do bebê não se fecha como deveria, deixando uma falha. A fissura palatina é um problema mais grave que a fissura labial, embora ambos requeiram uma cirurgia corretiva.
Dificuldades de alimentação, de respiração e de fala, além de problemas psicológicos são algumas das dificuldades enfrentadas por uma criança com fissura labial ou palatina. A fim de se corrigir esse problema, é aconselhável tratar-se com uma equipe médica, incluindo um cirurgião plástico, cirurgião bucomaxilo-facial, otorrinolaringologista (especialista em orelha, nariz e pescoço), cirurgião-dentista e um ortodontista.

Como saber se o meu bebê tem uma fissura labial ou fissura palatina?

O obstetra que fizer o seu parto provavelmente lhe dirá imediatamente se o bebê tem uma fissura labial ou palatina. A fissura labial é facilmente reconhecível. Uma fissura palatina pode variar em tamanho, desde uma pequena fenda até um grande orifício no céu da boca, e se tornará aparente logo após o nascimento, se não de imediato. Quanto um bebê com fissura palatina tenta se alimentar, os alimentos líquidos podem sair pelo seu nariz - problema que pode ser controlado com o auxílio de mamadeiras especiais e outros cuidados , até que o bebê tenha idade suficiente para ser submetido à cirurgia.

Como são tratados os casos de fissura labial ou fissura palatina?

Fechar uma fissura labial através de cirurgia é mais simples do que corrigir uma fissura palatina. O procedimento é geralmente realizado nos três ou quatro primeiros meses de vida e a cicatriz tende a desaparecer com o passar do tempo.
No caso de uma fissura palatina, a cirurgia é adiada até que a criança complete um ou dois anos de vida, quando o maxilar superior já alcançou seu crescimento normal. Se o problema é extenso, a cirurgia pode ser adiada até que a criança atinja cinco a sete anos, a fim de evitar problemas estruturais. Em alguns casos a cirurgia não é possível ou pode não fechar totalmente a fenda. Nestes casos, um aparelho parecido com uma dentadura, chamado de obturador, é feito a fim de encobrir a abertura e permitir que a criança se alimente naturalmente.
Dependendo da gravidade da fissura palatina, podem ser necessárias cirurgias múltiplas no decorrer de um longo período. Um cirurgião plástico e/ou bucomaxilo-facial realizam uma cirurgia corretiva na face, enquanto que um cirurgião-dentista, cirurgião geral, otorrinolaringologista e/ou ortodontista fazem aparelhos para corrigir quaisquer defeitos.
Uma equipe de profissionais de saúde oferecerá orientação e encorajamento durante os tempos mais difíceis, desde o nascimento até o tratamento. Com os avanços das técnicas cirúrgicas e aparelhos corretivos, os prognósticos para as crianças que nascem com fissura labial ou palatina são excelentes. À medida que a criança se desenvolve, pouco se nota a fissura.

A visita ao dentista

Para escolher bem seu dentista, você pode também:
  • Ligar para uma associação de dentistas e solicitar uma lista dos profissionais recomendáveis.
  • Fazer uma busca na Internet. A cada dia aumenta o número de dentistas que têm sites onde explicam seus métodos de tratamento.

Que tipo de dentista eu estou precisando?

Os profissionais com formação geral são treinados para fazer todo tipo de tratamento e podem, se for preciso, indicar um dos especialistas relacionados abaixo:
  • Odontopediatra: especializado no atendimento de crianças.
  • Endodontista: diagnostica e trata de enfermidades da polpa dentária e canais radiculares (muitos dentistas gerais também fazem tratamentos de canal).
  • Protesista: especializado na confecção de coroas, próteses dentárias fixas, removíveis ou próteses totais conhecidas como dentaduras.
  • Patologista bucal: usa procedimentos laboratoriais para diagnosticar problemas bucais. Também é especializado em odontologia forense.
  • Cirurgião bucal/maxilofacial: remove cistos, tumores e dentes. É preparado para corrigir fraturas ou outros problemas que exijam tratamento cirúrgico, inclusive da articulação temporomandibular ( eATM ). Esses profissionais também usam métodos de cirurgia plástica para eliminar ou reduzir problemas do maxilar e da face.
  • Ortodontista: especializado na correção da posição dos dentes por meio de aparelhos ortodônticos.
  • Periodontista: especializado no diagnóstico e tratamento das doenças da gengiva.

Como se tornar um dentista?

Para se tornar um Dentista, é necessário ingressar num curso de Odontologia reconhecido pelo MEC (Ministério da Educação)e pelo Conselho Federal de Odontologia. O curso tem duração de 5 anos ou 10 semestres e dá direito a licença pelo Conselho Federal de Odontologia, através do nº de CRO, emitido pelo Conselho Regional de Odontologia de seu estado. Após o término do curso, geralmente realiza-se um curso de especialização, onde o dentista escolhe uma das áreas da Odontologia para atuar Ortodontia, Periodontia, Odontopediatria, Cirurgia, entre outras).