quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Saúde Bucal Infantil - Ministério da Saúde

Os sete erros da escovação



Foto: Fernanda SáO momento da escovação é um dos raros exemplos em que a parceria entre as áreas da saúde e da Educação costuma ser bem-sucedida. A maioria dos professores reserva a esse hábito um espaço na rotina diária da classe e sabe que ele deve ser iniciado antes mesmo do nascimento do primeiro dente (nos bebês, usam-se gaze e água na limpeza bucal). No entanto, cuidar dos dentes geralmente é o que menos acontece na hora da escovação. Sobretudo em turmas numerosas, em que não há como dar atenção individual, é comum ver crianças comendo pasta e mastigando escova, copos em más condições de higiene... A foto que ilustra esta reportagem traz sete erros básicos nessa atividade. Tente descobrir quais são e confira a resposta no rodapé da página.
"Quando falamos da escovação na escola, é fundamental ter claro que a atividade deve funcionar como uma orientação sobre a importância, a frequência e a forma correta de realizá-la. Mas cabe aos pais reforçar a prática para que ela vire um hábito", afirma Damaris Gomes Maranhão, consultora de saúde e professora de Enfermagem da Universidade Santo Amaro (Unisa), em São Paulo. Daí a importância do trabalho conjunto com a família, receita que deu bons resultados na Creche Santo Antônio, em Sinop, a 508 quilômetros de Cuiabá. No início do ano letivo, a coordenadora Maria Aparecida Kaiser levou um dentista para ensinar técnicas de higiene bucal a pais e crianças. "Os pequenos agora chegam com os dentes escovados, coisa que antes não acontecia", comenta. No encontro com o dentista, é importante pedir que ele esclareça a maneira correta de conservar a escova, qual tipo de pasta usar (e em que quantidade) e os cuidados necessários com o consumo excessivo de alimentos que causam cárie, como balas, chocolares e biscoitos recheados.

A criança tenta escovar e o adulto ajuda se for preciso 
O professor, claro, também deve ensinar. Entre as informações básicas, é preciso destacar que o sentido correto da escovação não é o de vai-e-vem, mas o de movimentos circulares, executados sem força excessiva para não machucar a gengiva. "A língua também deve entrar na limpeza - nesse caso, com escovadas de trás para a frente, como uma vassoura tirando a sujeira", explica Mário Sérgio Swerts, dentista e professor da Universidade José do Rosário Vellano, em Alfenas, a 351 quilômetros de Belo Horizonte. Também vale seguir a recomendação de respeitar o ritmo de cada criança. É possível deixar que ela tente, sozinha, fazer os movimentos indicados, mas, no início, é natural que a escovação não fique perfeita. Aí, entra em cena o adulto, que precisa terminar a escovação até que a criança desenvolva a autonomia suficiente para completar a tarefa.

A higiene bucal que funciona

Desenvolvimento 
1ª etapa  Inicie o trabalho organizando a palestra de um dentista para os familiares das crianças. Convide o grupo a discutir como cuidamos da boca, que materiais usamos para higienizá-la e quais as principais recomendações nessa tarefa. 

2ª etapa  Durante o ano letivo, reserve um momento para um encontro entre o dentista e cada turma. Para que eles façam descobertas por conta própria, distribua espelhinhos de mão, possibilitando que explorem gengiva e dentes. 

3ª etapa  Organize a rotina da atividade levando em conta os horários, o número de turmas e o total de crianças por classe. As instalações são suficientes para todos? É preciso estabelecer rodízio de horários? Combine com cada professor a estratégia mais adequada. 

4ª etapa  Hora de preparar o material e o ambiente da escovação. No banheiro, o ideal é ter uma pia adequada à altura da criança, com um espelho grande o suficiente para permitir a cerca de quatro ou cinco delas escovar os dentes ao mesmo tempo. As escovas, macias e de cabeças pequenas, devem ser trocadas a cada três meses para evitar que as cerdas tortas prejudiquem a escovação. Prefira pastas sem flúor – crianças pequenas são mais suscetíveis à fluorose, intoxicação por excesso de flúor que causa manchas brancas nos dentes e o enfraquecimento deles. Por fim, providencie porta- escovas individuais e devidamente identificados, que mantenham as escovas secas e arejadas. 

5ª etapa  Durante a rotina da escovação, forme grupos de no máximo cinco integrantes para dedicar atenção individual e garantir que todos escovem de verdade. Quando um deles trocar a escova com um colega, não desinfete nem use produtos para limpar. O correto é jogar fora por causa do risco de transmissão de doenças. O enxágue também não deve ser coletivo: a bactéria que causa a cárie pode ser transmitida por objetos que entram em contato com a boca. Por isso, utilize copos descartáveis. 

Avaliação Verifique o quanto as crianças estão mais independentes e conscientes da importância da escovação. Elabore um diário com fotos dos momentos vivenciados, possibilitando que cada uma sugira registros sobre as novas experiências, contando o que aprendeu. Esse diário pode ser complementado pelos pais que participarem do projeto, relatando como é a escovação em casa.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Reabilitação oral - Recuperação completa do seu sorriso em pouco tempo

A Reabilitação oral é a especialidade que desenvolve e cuida da harmonia funcional e estética dos dentes da boca.
Embora muitas pessoas tenham a necessidade de passar por um tratamento de reabilitação oral, poucas sabem qual a verdadeira função, e quais os benefícios de uma perfeita harmonia bucal para sua saúde (arcada dentária superior e inferior).
Vantagem de ter um belo sorriso
Além mastigar corretamente os alimentos, quem é que não quer ter um sorriso bonito? Geralmente pessoas com os dentes bonitos adoram sorrir. O sorriso transparece saúde, enrriquece quem recebe sem empobrecer que o dá.
Ter dentes bonitos faz com que as pessoas fiquem auto-motivadas, mais felizes e menos envergonhadas. Quem gosta de sorrir parece estar sempre de bem com a vida, feliz e de bom humor.
Quais sintomas posso ter devido a falta de um ou mais dentes?
De acordo com estudos recentes, foi comprovado que a pessoa que não possui uma engrenagem bucal correta (superior e inferior) e que não realiza funções básicas, como: mastigar, falar e sorrir, pode desenvolver:
• Dores de cabeça
• Problemas nutricionais
• Traumas dos músculos faciais
• Problemas psicológicos
A falta de dentes pode causar outros problemas? 
Sim. Com o passar dos anos a pessoa poderá acostumar a mastigar menos, ingerir alimentos pouco triturados e essa atitude irá dificultar o processo do aparelho digestivo, no futuro a pessoa poderá apresentar problemas nutricionais tendo que recorrer a um médico e não a um dentista.
Correção no maxilar ou na madibula
Existem casos que vão além de uma reabilitação oral. É o caso de correções mandibulares. Este tipo de analise só deve ser feita por um dentista especialista em Buco Maxilo Facial que realiza a cirurgia ortognática, técnica que corrige problemas de micrognatismo e prognatismo.
Ajuda de outros médicos
A falta de dentes na arcada dentária pode fazer com que a pessoa além de passar por um tratamento reabilitação oral, tenha que buscar ajuda de outros médicos, como: fonoaudiólogos, fisioterapeutas e cirurgiões plásticos. Esses médicos irão ajudar a reconstituir movimentos, falas ou aparência.
É importante ter todos os dentes?
Sim. A Dra. Renata explica que, quando a mandíbula não está bem-posicionada, apenas uma parte da musculatura é usada durante a mastigação. Com a falta de uso, os músculos perdem o tônus e ficam precocemente flácidos, comprometendo a estética e a saúde. O músculo facial mais frouxo diminui a distância entre a base do nariz e a ponta do queixo, acentuando os sulcos ao redor da boca.
Com a falta dos dentes, os músculos do rosto tornam-se ainda mais flácidos, fazendo com que a pele perca sustentação e se acumule na região do pescoço. O implante dentário Odontológico ou a reabilitação oral atenua o problema e a pessoa fica com a aparência rejuvenescida.
Além disso o ser humano precisa desenvolver as funções básicas para se alimentar. Uma pessoa precisa dos dentes para triturar os alimentos antes que ele chegue no aparelho digestivo. Caso contrario a pessoa pode não digerir os alimentos corretamente deixando de absorver as vitaminas e nutrientes necessários.
MODELO DE REABILITAÇÃO ORAL FRONTAL
Este é uma amostra de uma pessoa que perdeu ou extraiu todos os dentes da parte inferior da boca. Para realizar esta reabilitação oral o dentista desenhou e fez um molde personalizado para cada dente..No momento em que as proteses foram fixadas (pinos de titânio) o dentista já pode fazer o alinhamento dos dentes de porcelana.

Note como após a reabilitação oral através do implante os dentes ficam alinhados e esteticamente pefeitos.

Como, e onde é feita a reabilitação oral?

A reabilitação oral é feita no próprio consultório, é bem simples e atraumática. Na primeira consulta a dentista irá avaliar como está sua saúde bucal informando um pré-diagnostico. Provavelmente será necessário alguns exames, como foto panorâmica dos dentes para fazer o pré-diagnóstico.
Durante a segunda ou terceira consulta o dentista deverá fazer um molde de gesso (da parte superior e inferior dos dentes, se for o caso), para espelhar uma cópia da sua arcada dentária para um aparelho específico. Este aparelho irá reproduzir os movimentos naturais da engrenagem bucal durante a mastigação.
Sua dentista irá acompanhar esses movimentos para diagnosticar quais as opções de reabilitação poderão ser aplicadas. Em conjunto com o paciente ambos poderão optar por um tratamento de implante odontológico, prótese removível, prótese fixa ou prótese total dependendo do caso.
Planejamento: O tratamento de reabilitação será muito bem planejado e é personalizado para cada paciente. Este planejamento terá como objetivo reconstruir a engrenagem anatômica dos dentes de acordo com os movimentos de mastigação e criar uma harmonia estética dos dentes, o sorriso.
Em alguns caso é necessário realizar exames clínicos (oral e extra-oral), exames radiográficos, modelos de estudo, e, se for o caso, exames complementares (análises clínicas, tomográficas, Densitometria Óssea, Hemogramas, etc.). A partir daí, tais informações são organizadas e interpretadas a fim de que o plano de reabilitação seja determinado.
As consultas: Durante as consultas o dentista precisará coletar dados que poderão influenciar no tratamento. Por isso será extremamente importante que paciente revele alguns hábitos de consumo, como: tabagismo (cigarro, charuto, etc.), bebidas alcoólicas, se aperta ou range os dentes enquanto dorme (bruxismo) e se ronca. Todas as informações coletadas serão inseridas no histórico do tratamento para que dentista busque os melhores resultados até o final do tratamento.
Quanto tempo demora uma reabilitação oral?
Em média um tratamento dura de entre 6 e 12 meses, porém isso irá depender do grau de dificuldade do tratamento a ser aplicado. Importante: Para que o dentista cumpra os prazos estabelecidos é importante que o paciente retorne ao consultório nas datas combinadas.
Em casos de pessoas com os dentes desgastados por bruxismo, a reposição de alinhamento vertical é feita gradativamente para que o paciente possa de se adaptar, evitando desconforto durante a mastigação.

Qualquer pessoa pode fazer este tratamento?
Sim. Hoje em dia com os avanços da tecnologia já é possível que a maioria dos pacientes, possam realizar este tipo de tratamento, desde que a pessoa esteja em bom estado de saúde.
Apenas alguns fatores, como: Qualidade óssea, dificuldades de anatomia, higiene bucal regular, osteoporose, pacientes que se submetem a radioterapia, diabéticos, pacientes portadores de marca-passo ou HIV positivo, podem não ter apresentar um quadro favorável para iniciar o tratamento.
A idade pode influenciar no tratamento?
Não. Para que uma reabilitação oral seja um sucesso as limitações de idade não são um problema, o tratamento pode ser feito em pessoas mais jovens ou mais velhas.
Independente da idade, todo planejamento de uma reabilitação oral é realizado através de resultados de exames complementares, como: Radiografias, Tomografias Computarizadas, Densitometria Òssea, Hemogramas, Glicemias, TS e TC e outros. Isso reduz qualquer tipo de risco durante o tratamento.

Cirurgia Ortognática - Sub-especialidade da Cirurgia Buco Maxilo Facial

A Cirurgia Ortognática é a sub-especialidade da Cirurgia Buco Maxilo Facial que reune um grupo de procedimentos cirúrgicos que tem como objetivo principal a corregir as deformidades dento-faciais, resultantes de algum tipo de falha no posicionamento satisfatório das arcadas dentárias e ossos da face em relação à base do crânio, interferindo na aparência estética dos pacientes e comprometendo muitas vezes o funcionamento correto dos maxilares.
As deformidades dento-faciais apresentam-se em dois tipos de classes principais, descritas na literatura científica, são elas:
Micrognatismo ou Retrognatismo: A mandíbula (parte inferior) é menor que o maxila (parte superior). Neste caso pode optar por encurtar o maxila ou alongar a mandíbula.
Esta deformidade é conhecida como Classe II, de Angle.
Prognatismo: A mandíbula (parte inferior) é maior do que a maxila (parte superior). Neste caso pode optar por reduzir ou recuar a mandíbula.
Esta deformidade é conhecida como Classe III, de Angle.
Como é feita a cirurgia ?
A avaliação destas deformidades inicia-se com a observação cuidadosa da face. Em seguida de uma série de exames de imagem (fotografias, slydes, radiografias e tomografias) complementam o exame clínico trazendo dados pertinentes a estrutura óssea, além de documentar o caso para acompanhamentos posteriores.
Programas de computador analisam as radiografias e auxiliam a observação e medida entre pontos do crânio e da face indicando suas relações, são chamadas: cefalometrias computadorizadas.

Antes da Cirurgia Depois da Cirurgia
 
O que será feito na cirurgia?
Após determinar como será feito a cirurgia ortognática o Cirurgião dentista e o especialista em Ortognática irão re-posicionar a mandíbula (parte inferior), podendo ir mais para frente (avançar a mandíbula), ou mais para traz (recuar a mandíbula), ou até mesmo ter que re-posicionar o maxila (parte superior) avançando ou encurtando. Após o reposicionamento o maxila ou a mandíbula serão fixados através de mini-placas de metal (Titânio) ou materiais bioabsorvíveis.
Planejamento da Cirurgia
Cada tipo de deformidade requer um planejamento e um tipo de cirurgia diferente. O ideal é que o Cirurgião e o Ortodontista façam este planejamento juntos, já que na maioria dos casos, a utilização de aparelhos ortodônticos se faz necessária tanto no pré quanto no pós-operatório.
Com qual idade pode-se fazer essa cirurgia?
A cirurgia Ortognática pode ser feita a partir dos 15 anos de idade, no momento em que o crescimento dos ossos faciais já está no fim e já definidos. Dai para frente e as únicas mudanças será o posicionamento dos dentes na arcada.
Existe alguma prevenção?
Sim. Caso o ortopedista identifique alterações na face maxila ou mandibular por volta dos 5 aos 7 anos, poderá ser aplicado a ortopedia funcional, essa técnica ajudará a corrigir o crescimento facial.
Neste caso é bom que um Buco-maxilo ou Cirurgião de Ortognática acompanhe o caso. Na maioria dos caso as correções evitam cirurgias no futuro ou reduzem a proporção.
Onde é feita a Cirurgia ?
A Cirurgia Ortognática é realizada em ambiente hospitalar, e o período de internação é relativamente curto.
Qual o prazo de recuperação?
Normalmente, a recuperação dos pacientes é completamente estabelecida em torno de 4 a 8 semanas, dependendo do caso.
Plano de saúde cobre este tratamento?
Nem sempre, porém se o paciente possuir um Plano de Saúde, é possível negociar para que o convênio faça a cobertura das despesas hospitalares necessárias, para execução da cirurgia.

Dente do Siso, popularmente conhecido como dente do Juizo

Quando os dentes do siso aparecem?
A erupção ocorre normalmente dos 17 aos 20 anos; portanto, são os últimos dentes da dentição a erupcionar. No total existem quatro dentes do siso: dois superiores e dois inferiores, sendo dois ao lado direito e dois ao lado esquerdo da boca. Mas nem todas as pessoas possuem os quatro.

Quem tem esses dentes?
Nem todo mundo possui o dente do siso, por isso ele não erupciona, ou às vezes, por não ter espaço na arcada dental, ou ainda, pela posição horizontal do dente, o que dificulta a sua irrupção.
Quando o espaço é pouco, o dente do siso, ao erupcionar, pode empurrar os outros dentes, mas para isso contamos com a ajuda do Ortodontista.
Normalmente o dente do siso pode estar posicionado de tres formas. veja quais são:
Inclusão horizontalInclusão angularInclusão vertical

O dente do siso pode me trazer problemas?
Quando o dente do siso fica dentro do osso pode produzir reabsorções de dentes vizinhos, transtornos dolorosos ao paciente e possíveis degenerações (lesões císticas), porém o fato de estarem inclusos no osso maxilar não afeta a sua mordida ou a sua saúde bucal no futuro.
Como os dentes do siso são extraídos? Tem anestesia?
Antes de extrair um dente, seu dentista fará uma revisão completa no seu histórico médico e dentário e providenciará as radiografias necessárias.
Antes da extração, a área em volta do dente será anestesiada. Os dentistas utilizam um anestésico local para amortecer a área da boca onde a extração ocorrerá. O cirurgião dentista poderá recomendar anestesia geral.
Uma vez que a área é anestesiada, extração simples, o dente é descolado do osso com um tipo de alavanca, e então extraído com um fórceps dentário.
Seu dentista também poderá suavizar e remodelar o osso que sustenta o dente. Finalizada esta etapa, ele poderá optar por fechar a área com alguns pontos cirúrgicos.

Após a extração do dente ou dentes
Você terá que morder suavemente um pedaço de gaze de 30 a 45 minutos após deixar o consultório, isso ajudará a estancar qualquer sangramento que possa ocorrer.
É provavel que você sinta um pouco de dor ou inchaço, mas passará naturalmente após alguns dias.
Caso você as dores e o inchaço permança você deverá retornar ao seu dentista para ele analisar; dores prlongadas, intensas sangramento ou febre não é um quadro normal, marque uma consulta o mais breve.

Perguntas Freqüentes
1- Quando a gengiva do dente do siso que está erupcionando inflama, o que fazer?
Deve ser feita a remoção do tampão gengival que cobre parcialmente a superfície dental (ulectomia) ou a curetagem gengival, ambos realizados pelo profissional. 0 paciente, para melhorar esse quadro inflamatório, poderá realizar higiene oral rigorosa no local; bochechos com anti-sépticos bucais podem amenizar o quadro, mas, para resolver o problema, o paciente deverá procurar um cirurgião-dentista.
2-Quando é indicada a extração do siso?
A sua extração está indicada na ausência de espaço para a erupção, no posicionamento horizontal do siso, nos quadros de dor e quando se inicia a erupção e esta não se completa, ou seja, há erupção parcial do siso. Quando se faz a extração de um siso, provavelmente terá que ser feita a extração de ambos os Sisos do mesmo lado, isto é, do superior e do inferior.

Tratamento de estomatologia - Complicações bucais no tratamento quimioterápico

Dentre as condutas utilizadas para o tratamento do câncer, a quimioterapia e a radioterapia são responsáveis por inibirem o crescimento ou destruírem totalmente as células neoplásicas. No entanto, essas terapias não diferenciam as células neoplásicas das células normais que se proliferam rapidamente, como as mucosas da boca ou da medula óssea, por exemplo.
"A quimioterapia é uma modalidade de tratamento sistêmica, pois produz efeitos orgânicos gerais, principalmente no trato gastrointestinal, agravando condições bucais pre-existentes", explica o chefe da Seção de Estomatologia do Instituto Nacional do Câncer - Inca.
Quais os sintomas do tratamento?
Assim como a radioterapia, a quimioterapia causa, entre outros efeitos colaterais, xerostomia (boca seca) e mucosite, que é a degeneração progressiva do epitélio de revestimento das mucosas. "Em casos avançados (estádio IV), a mucosite se apresenta sob a forma de inúmeras lesões ulceradas, o que significa uma possível porta de entrada para infecções sistêmicas, que podem ser letais", afirma Monteiro. "Devido às condições hematológicas desfavoráveis como a leucopenia, por exemplo, infecções secundárias (candidíase) estão muitas vezes presentes."
Segundo o coordenador do Serviço de Medicina Bucal do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês, aproximadamente 40% dos pacientes tratados com quimioterapia podem precisar do tratamento odontológico. Estes, normalmente, são os pacientes que fazem o tratamento contra tumores sólidos.
Os pacientes submetidos à quimioterapia de alta dose, para combater cânceres no sangue, por exemplo, ficam internados e cerca de 60% deles tem mucosite até graus três e quatro, que são os piores tipos na escala WHO. Se for transplante de medula, pode-se dizer que 75% deles tem mucosite de graus três ou quatro. Isso quer dizer que quase toda a população internada com este problema vai precisar de um Cirurgião-Dentista.
As chances de a quimioterapia causar danos à cavidade oral acentuam-se dependendo da idade do paciente. De uma maneira geral, 40% dos pacientes submetidos ao tratamento de quimioterapia desenvolvem esses efeitos na boca, passando para mais de 90% quando aplicada a crianças com menos de 12 anos. Embora os pacientes dessa faixa etária tenham tendência a desenvolver tumores malignos que causam alterações bucais por si sós, também parece provável que o elevado índice mitótico das células da mucosa da boca seja um fator adjuvante nesse grupo etário. Além disso, doenças malignas do sangue, como leucemia e linfoma, também podem estar associadas a uma grande freqüência de complicações bucais, assim como os neoplasmas do trato gastrointestinal.
O papel do Cirurgião-Dentista nesses casos é fundamental para evitar que essas alterações e complicações bucais ocorram e, caso se manifestem, tratá-las. "A quimioterapia deverá ser iniciada concomitantemente com aplicações diárias de laser de baixa intensidade de potência, produzindo, assim, um efeito biológico positivo (processo chamado bioestimulação), evitando o aparecimento das mucosites orais", recomenda. Vários estudos realizados no mundo, segundo o chefe da Seção de Estomatologia do Inca, mostram a eficácia comprovada do laser low intensity ou soft laser. Os efeitos bioestimuladores desse tipo de laser atuam nos citocromos mitocondriais, resultando em produção de ATP, aumentando o metabolismo celular (propriedade de cicatrização).
"Alguns estudos incluem propriedades anti-inflamatórias pela diminuição de secreção de prostaglandina, que possui também efeito anti-edematoso baseado na dilatação dos vasos linfáticos, na redução da permeabilidade dos vasos sangüíneos e, principalmente, a diminuição imediata da dor – pelo mecanismo da modulação de nocioceptores, modificando a ação dos impulsos nervosos e da secreção de beta-endorfinas e encefalinas", relata Monteiro. "Também fazemos uso de substâncias como enzimas antibacterianas específicas, como lisozinas, lactoperoxidase e glicose oxidase, sem álcool, evitando injúria celular e quadros infecciosos."
Aproximadamente uma semana ou 15 dias após a sessão de quimioterapia, o paciente entra em imunossupressão, que é a queda da resistência. Nesse período, qualquer foco de infecção odontogênica ou periodontal preexistentes pode representar um grande risco de o paciente desenvolver infecções bucais. "Para cada tipo de tumor existe um protocolo, tanto de drogas como do número de ciclos. Todos eles levam à imunossupressão.
Todos levam a uma queda de resistência do organismo", explica o titular do Departamento de Estomatologia do Hospital do Câncer, Marcos Martins Curi. "No pico maior de imunossupressão, aquele quadro que estava sendo controlado naturalmente pelo organismo pode se alastrar ou se agudizar. Essas infecções agudizadas podem levar à bacteremia." Em alguns desses casos, o paciente precisa ser internado, o que representa um aumento no custo do tratamento, alteração na qualidade de vida e aumento nas chances de óbito.

Prevenção
Muitas das complicações bucais vindas da quimioterapia são tão agudas e complexas que chegam ao ponto de interromperem o tratamento oncológico. "É sempre bom tentar prevenir para não ter de interromper um tratamento".
E a prevenção só é feita com o atendimento odontológico antes do início do tratamento de oncologia. "Geralmente, o atendimento odontológico prévio não visa a tratar tudo." O que o Cirurgião-Dentista deve fazer nessa fase é apenas tratar as possibilidades de infecções dentárias, como tratamentos endodônticos ou cáries mais extensas. "Essa abordagem odontológica antes do tratamento visa à parte mais urgente, que representa risco de infecção para o paciente. O restante pode ser feito durante o tratamento de quimioterapia, entre os ciclos."
Mas, em alguns tipos de câncer, como o linfoma de Hodgkin (que apresenta uma evolução muito rápida), o tratamento começa imediatamente após o diagnóstico e não há tempo para o atendimento odontológico prévio. Nesse caso, é iniciado o tratamento oncológico e, quando o paciente melhorar, terá uma resposta a esse tratamento; então, entre um ciclo e outro, será o momento adequado de haver uma intervenção para o tratamento odontológico.
Quais os efeitos colaterais
Dentre os efeitos colaterais causados na boca de crianças submetidas ao tratamento quimioterápico, podem ocorrer alterações na formação dos ossos da maxila e da mandíbula e de odontogênese, porque é uma fase em que todos os tecidos, os dentes e os ossos estão se formando. "Dependendo das seqüelas, a mais comum é não formar dentes, dependendo da idade da criança e da gravidade dessas alterações, as reabilitações são feitas mais tardiamente e não nesse momento. O grande desafio hoje é fazer essas reabilitações. Uma das possibilidades que nós temos é reabilitar a parte dentária com implantes osseointegrados. É uma boa alternativa para a reabilitação de pacientes jovens".
Um dos efeitos colaterais da quimioterapia de grande relevância para a Odontologia, embora raro, representando apenas cerca de 6% das complicações bucais, é a neurotoxicidade, pois o envolvimento dos nervos bucais pode causar dor odontogênica, o que é bastante semelhante à dor da pulpite. Esses sintomas, freqüentemente, desaparecem com a suspensão das drogas.