De morango, cereja, uva. São muitas as opções de pastas de dente para crianças. Mas a polêmica que envolve o uso das pastas para o público infantil não tem a ver com essa infinidade de sabores. A grande questão é: compro com ou sem flúor?
A recomendação oficial do Ministério da Saúde, desde o final de 2009, é usar a versão com flúor desde bebê porque essa é a única maneira eficiente de prevenir as cáries. "O ideal é usar desde muito cedo, mas coloque um quantidade pequena", afirma Dóris Rocha Ruiz, odontopediatra. Listamos aqui as dúvidas mais comuns sobre a hora de escovar os dentes:
- Como escolher a escova?
A primeira escova do bebê precisa ter cerdas extramacias para não machucar as gengivas. A cabeça tem de ser pequena, assim alcança os dentinhos do fundo sem causar desconforto. Mas o cabo deve ser longo, para que o adulto que está fazendo a escovação consiga limpar todos os dentes da criança.
- Quanto de creme posso usar?
Na hora de fazer a limpeza, coloque na escova dos bebês e crianças que não sabem cuspir o equivalente a um grão de arroz (0,1g) de creme dental, e para as crianças que sabem cuspir a quantidade de um grão de ervilha (0,3g). A escovação com esta quantidade de pasta com flúor deve ser feita 2 ou três vezes ao dia, para não passar da dose de segurança recomendada.
- Preciso trocar a escova com frequência?
Sim. Os dentistas recomendam a substituição da escova a cada dois ou três meses porque as cerdas se deformam, dificultando uma escovação eficaz. Após esse período, também é mais difícil eliminar todos os resíduos que ficam acumulados entre as cerdas.
- O que fazer quando meu filho pedir para brincar com a escova?
Deixe seu filho brincar de escovar os dentes com uma escova nova, isso serve como motivação.
- Como facilitar a hora de escovar os dentes? E se meu filho não quiser...
Primeiro, reforce o hábito. Assim que ele terminar de comer, encaminhe-o para a pia do banheiro. Faça da escovação uma atividade em família, pois crianças gostam de imitar os adultos. As escovas podem ter o personagem preferido do seu filho. Quando ele terminar, parabenize-o dizendo que o cheiro da boca dele está gostoso, que os bichinhos foram embora etc. Brincadeiras como "ei, dê um sorriso de artista!", para você escovar os dentes da frente, também funcionam.
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
Crescer - A fada dos dentes
O conto da fada que troca o dente de leite por um presente pode ajudar seu filho quando o primeiro dente estiver prestes a cair
Um presente para cada dente que cai. A troca dos dentes de leite pelos permanentes, que começa entre 5 e 7 anos, pode gerar medos e desconfortos. Será que o dente não vai cair? Vai doer? A fada dos dentes pode ajudar você a driblar essa ansiedade.
Há muitas versões desta história, mas todas envolvem uma recompensa pelo dente perdido. “O mais comum é a fada que vem buscar o dente embaixo do travesseiro e troca por um presente ou uma quantia em dinheiro. A outra opção é jogar o dente no telhado e fazer um pedido para ela. Na França, tem a história do ratinho que busca o dente e o leva para a Fada”, conta a odontopediatra Dóris Rocha Ruiz. Se a opção de vocês for pela primeira versão, você pode fazer a troca ou quando seu filho estiver em sono profundo ou na hora em que for acordá-lo no dia seguinte.
Quando a criança associa esta etapa do desenvolvimento com o caráter mágico desta lenda, ela consegue, por meio da imaginação, transpor este obstáculo. Assim como o Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa, a Fada dos Dentes funciona como um elemento que ajuda a criança a lidar com a realidade.
Curiosidades
- Há uma tradição em Portugal, Canadá, em parte do Reino Unido e nos Estados Unidos e em outros países europeus, segundo a qual a "Fada do Dente" viria à noite para trocar o "dente de leite", colocado sob o travesseiro de uma criança, por uma moeda ou um pequeno presente.
- Histórias sobre a Fada do Dente circulam desde o início do século XX, embora ninguém saiba sua origem exata. Todavia, trocar "dentes de leite" por presentes é algo que remonta aos vikings, mais de mil anos atrás.
Um presente para cada dente que cai. A troca dos dentes de leite pelos permanentes, que começa entre 5 e 7 anos, pode gerar medos e desconfortos. Será que o dente não vai cair? Vai doer? A fada dos dentes pode ajudar você a driblar essa ansiedade.
Há muitas versões desta história, mas todas envolvem uma recompensa pelo dente perdido. “O mais comum é a fada que vem buscar o dente embaixo do travesseiro e troca por um presente ou uma quantia em dinheiro. A outra opção é jogar o dente no telhado e fazer um pedido para ela. Na França, tem a história do ratinho que busca o dente e o leva para a Fada”, conta a odontopediatra Dóris Rocha Ruiz. Se a opção de vocês for pela primeira versão, você pode fazer a troca ou quando seu filho estiver em sono profundo ou na hora em que for acordá-lo no dia seguinte.
Quando a criança associa esta etapa do desenvolvimento com o caráter mágico desta lenda, ela consegue, por meio da imaginação, transpor este obstáculo. Assim como o Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa, a Fada dos Dentes funciona como um elemento que ajuda a criança a lidar com a realidade.
Curiosidades
- Há uma tradição em Portugal, Canadá, em parte do Reino Unido e nos Estados Unidos e em outros países europeus, segundo a qual a "Fada do Dente" viria à noite para trocar o "dente de leite", colocado sob o travesseiro de uma criança, por uma moeda ou um pequeno presente.
- Histórias sobre a Fada do Dente circulam desde o início do século XX, embora ninguém saiba sua origem exata. Todavia, trocar "dentes de leite" por presentes é algo que remonta aos vikings, mais de mil anos atrás.
Crescer - Cuidado com os dentes
É o nascimento do primeiro dente de leite que determina a hora de ir ao dentista.
A erupção, como é chamada pelos especialistas, acontece, em geral, quando o bebê tem de 6 a 8 meses e marca o início dos cuidados com a saúde oral. Nesta fase, a prevenção dos problemas bucais é essencial porque garante a evolução natural da amamentação, da mastigação, da respiração e até da fala. Levar seu filho ao dentista tão cedo é o primeiro passo para que ele cuide bem dos dentes (e da boca) até a vida adulta.
Primeira consulta
No primeiro encontro, o dentista vai perguntar sobre a saúde, os hábitos familiares e alimentares do seu filho. Depois, vai examinar cada parte da boca, como a gengiva, os freios (lingual e labial), a língua e as bochechas. A partir desta avaliação inicial, ele vai acompanhar o desenvolvimento da arcada dentária da criança e orientar os pais sobre a melhor forma de cuidar da dentição para evitar problemas.
O contato com o dentista desde cedo também pode ajudar seu filho a não ter medo dele quando crescer. Nas consultas seguintes, tente sempre mostrá-lo como um amigo, e quando precisar levar seu filho ao consultório odontológico, ao invés de dizer que é porque o dente dele precisa ser tratado, explique que na verdade é para ver se está tudo bem e cuidar da boca - justamente para não ter nenhuma doença.
Os selantes
Logo que aparecem, os dentes molares (que ficam no fundo da boca) estão mais propícios a desenvolver cárie. Algumas vezes, as suas fissuras naturais são muito profundas, a ponto de dificultar a escovação e impedir a limpeza eficaz. Nesses casos, cabe ao dentista indicar ou não a aplicação do selante, um produto usado para cobrir estas fissuras e impedir o acúmulo de restos de alimentos nos dentes, para evitar a cárie.
Higiene oral
Depois do nascimento do primeiro dente de leite, os pais devem fazer a escovação dos filhos como a dos adultos, sempre depois das refeições. A limpeza da boca antes de dormir é a mais importante, já que durante a noite a produção de saliva, que é a proteção natural dos dentes, diminui bastante.
A escova do bebê precisa ter a cabeça pequena e as cerdas extra-macias ou macias. A pasta ideal deve ser indicada pelo dentista de acordo com a necessidade de cada paciente, mas o Ministério da Saúde recomenda o uso de pastas com flúor, especialmente para crianças menores de nove anos de idade. A quantidade, no entanto, precisa ser baixa – o equivalente a um grão de arroz (0,1g) até os três anos e cerca de um grão de ervilha (0,3g) desta idade em diante – o excesso de flúor pode provocar manchas nos dentes, chamadas de fluorose. Ensine seu filho a cuspir a pasta e a colocar somente o necessário na escova.
O mais comum é que os dentes de leite sejam bem separados uns dos outros, mas se os do seu filho forem muito juntos, use o fio dental para limpar os cantos que a escova não alcança. A língua concentra uma quantidade grande de bactérias e deve escovada com delicadeza.
Doenças que moram dentro da boca
Seguir as recomendações dos dentistas ajuda você a prevenir problemas como a erosão dental (desgaste acentuado do dente), a cárie, a doença periodontal (que ataca as gengivas e outros tecidos que suportam os dentes), as oclusopatias (alteração no encaixe dos dentes e/ou arcadas) etc. Pode acontecer ainda de o bebê nascer com um dentinho ou ele aparecer no primeiro mês de vida, os chamados dentes natais e neonatais. É necessário fazer uma radiografia odontológica intra-oral nestes casos para o dentista avaliar se o dente precisa ser retirado ou simplesmente tratado.
A erupção, como é chamada pelos especialistas, acontece, em geral, quando o bebê tem de 6 a 8 meses e marca o início dos cuidados com a saúde oral. Nesta fase, a prevenção dos problemas bucais é essencial porque garante a evolução natural da amamentação, da mastigação, da respiração e até da fala. Levar seu filho ao dentista tão cedo é o primeiro passo para que ele cuide bem dos dentes (e da boca) até a vida adulta.
Primeira consulta
No primeiro encontro, o dentista vai perguntar sobre a saúde, os hábitos familiares e alimentares do seu filho. Depois, vai examinar cada parte da boca, como a gengiva, os freios (lingual e labial), a língua e as bochechas. A partir desta avaliação inicial, ele vai acompanhar o desenvolvimento da arcada dentária da criança e orientar os pais sobre a melhor forma de cuidar da dentição para evitar problemas.
O contato com o dentista desde cedo também pode ajudar seu filho a não ter medo dele quando crescer. Nas consultas seguintes, tente sempre mostrá-lo como um amigo, e quando precisar levar seu filho ao consultório odontológico, ao invés de dizer que é porque o dente dele precisa ser tratado, explique que na verdade é para ver se está tudo bem e cuidar da boca - justamente para não ter nenhuma doença.
Os selantes
Logo que aparecem, os dentes molares (que ficam no fundo da boca) estão mais propícios a desenvolver cárie. Algumas vezes, as suas fissuras naturais são muito profundas, a ponto de dificultar a escovação e impedir a limpeza eficaz. Nesses casos, cabe ao dentista indicar ou não a aplicação do selante, um produto usado para cobrir estas fissuras e impedir o acúmulo de restos de alimentos nos dentes, para evitar a cárie.
Higiene oral
Depois do nascimento do primeiro dente de leite, os pais devem fazer a escovação dos filhos como a dos adultos, sempre depois das refeições. A limpeza da boca antes de dormir é a mais importante, já que durante a noite a produção de saliva, que é a proteção natural dos dentes, diminui bastante.
A escova do bebê precisa ter a cabeça pequena e as cerdas extra-macias ou macias. A pasta ideal deve ser indicada pelo dentista de acordo com a necessidade de cada paciente, mas o Ministério da Saúde recomenda o uso de pastas com flúor, especialmente para crianças menores de nove anos de idade. A quantidade, no entanto, precisa ser baixa – o equivalente a um grão de arroz (0,1g) até os três anos e cerca de um grão de ervilha (0,3g) desta idade em diante – o excesso de flúor pode provocar manchas nos dentes, chamadas de fluorose. Ensine seu filho a cuspir a pasta e a colocar somente o necessário na escova.
O mais comum é que os dentes de leite sejam bem separados uns dos outros, mas se os do seu filho forem muito juntos, use o fio dental para limpar os cantos que a escova não alcança. A língua concentra uma quantidade grande de bactérias e deve escovada com delicadeza.
Doenças que moram dentro da boca
Seguir as recomendações dos dentistas ajuda você a prevenir problemas como a erosão dental (desgaste acentuado do dente), a cárie, a doença periodontal (que ataca as gengivas e outros tecidos que suportam os dentes), as oclusopatias (alteração no encaixe dos dentes e/ou arcadas) etc. Pode acontecer ainda de o bebê nascer com um dentinho ou ele aparecer no primeiro mês de vida, os chamados dentes natais e neonatais. É necessário fazer uma radiografia odontológica intra-oral nestes casos para o dentista avaliar se o dente precisa ser retirado ou simplesmente tratado.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Cuide bem de seu aparelho
Seja qual for o tipo do seu aparelho, fixo ou móvel, você deve tomar alguns cuidados especiais para sua conservação. Os aparelhos fixos, por estarem sempre dentro da boca, precisam de sua observação mais cuidadosa durante o período entre consultas: . Sempre verificar se os brackets e bandas estão bem fixados; . Caso alguma peça do seu aparelho se solte ligar para o consultório informando; . Fazer a limpeza muito bem feita, escovando sempre bem os dentes após as refeições e lanches; . Tomar cuidados com a mastigação, evitando alimentos duros (balas, pipoca, amendoim) e açucarados demais; . Não utilizando palitos de dentes; . Evitar hábitos como roer unhas e morder canetas; . Evitar ficar mexendo no aparelho. Os aparelhos removíveis:
. Quando tirados da boca, devem ser acomodados no estojo especial para eles; nunca embrulhe em guardanapos após as refeições. Nunca coloque o aparelho no bolso ou solto na mochila; . Sua limpeza também deve ser feita sempre, lavando-o e escovando-o fora da boca; . Não coloque o aparelho após as refeições sem ter escovado os dentes e o aparelho; . Não coma com o aparelho na boca, isto pode machucar sua boca e danificar o aparelho; . Não use o aparelho quando estiver participando de atividades esportivas e principalmente natação; . Use o aparelho sempre que possível!!! (no mínimo 20 hs por dia); Dica: quando o aparelho removível é deixado fora da boca ele resseca e pode ficar com gosto ou cheiro esquisito. Para evitar isto, coloque-o depois de escovado em um estojo ou copo com água com uma colher de sopa de água oxigenada ou uma colher de sobremesa de bicarbonato de sódio. Deixe-o lá enquanto você faz sua refeição. Não esqueça de escovar e enxaguá-lo antes de usá-lo novamente. Fonte: Orthoneo
. Quando tirados da boca, devem ser acomodados no estojo especial para eles; nunca embrulhe em guardanapos após as refeições. Nunca coloque o aparelho no bolso ou solto na mochila; . Sua limpeza também deve ser feita sempre, lavando-o e escovando-o fora da boca; . Não coloque o aparelho após as refeições sem ter escovado os dentes e o aparelho; . Não coma com o aparelho na boca, isto pode machucar sua boca e danificar o aparelho; . Não use o aparelho quando estiver participando de atividades esportivas e principalmente natação; . Use o aparelho sempre que possível!!! (no mínimo 20 hs por dia); Dica: quando o aparelho removível é deixado fora da boca ele resseca e pode ficar com gosto ou cheiro esquisito. Para evitar isto, coloque-o depois de escovado em um estojo ou copo com água com uma colher de sopa de água oxigenada ou uma colher de sobremesa de bicarbonato de sódio. Deixe-o lá enquanto você faz sua refeição. Não esqueça de escovar e enxaguá-lo antes de usá-lo novamente. Fonte: Orthoneo
Manter um sorriso saudável e harmonioso
DICA DE SAÚDE BUCAL, Nº 1 Uma boca bem cuidada reflete na saúde de todo o corpo. Uma mastigação deficiente ou uma mordida errada podem ocasionar desde dores de cabeça até problemas cardíacos. Para ter uma boa saúde, visite o dentista regularmente. DICA DE SAÚDE BUCAL, Nº 2 Manter um sorriso saudável e harmonioso é uma boa maneira de você ficar bem consigo mesmo. Gostando mais de sua aparência, você estará mais seguro para enfrentar a vida. Garanta sua auto-estima, visite o dentista regularmente. DICA DE SAÚDE BUCAL, Nº 3 Prevenir cáries, doenças periodontais e mau hálito evita problemas futuros no cuidado com os dentes e gastos em longos tratamentos. Um check up periódico não deixa que os problemas se avolumem. Evite o acúmulo de problemas, visite o dentista regularmente. DICA DE SAÚDE BUCAL, Nº 4 Dentista não é mais sinônimo de dor. Hoje, o tratamento dentário é muito mais eficaz, rápido e indolor com a tecnologia disponível nos consultórios. Perca o medo, visite o dentista regularmente. DICA DE SAÚDE BUCAL, Nº 5 Um sorriso bonito rejuvenesce as feições, aumenta a auto-estima, melhora a fonética e te deixa lindo(a) aos olhos de todos. Tenha um sorriso invejável, visite o dentista regularmente.
DICA DE SAÚDE BUCAL, Nº 6 A melhor solução para a dor de dente é a prevenção. Visitas periódicas ao dentista, mesmo sem qualquer sintoma, podem detectar o problema desde cedo, garantindo o sucesso do tratamento. Evite as dores de dente, visite o dentista regularmente. DICA DE SAÚDE BUCAL, Nº 7 As crianças devem freqüentar o dentista desde cedo, dessa maneira elas mantêm a saúde bucal e criam o hábito, combatendo a “odontofobia". Incentive seus filhos, visite o dentista regularmente. DICA DE SAÚDE BUCAL, Nº 8 As causas do mau hálito estão na boca. Escovar os dentes e a língua é um hábito essencial para manter um bom hálito. Fuja do mau hálito, visite o dentista regularmente. DICA DE SAÚDE BUCAL, Nº 9 O tratamento das aftas impede que elas se alastrem. Caso contrário, podem se tornar dolorosas e provocar infecções ou lesões persistentes. Cure suas aftas, visite o dentista regularmente.
Cárie e doenças gengivais são conseqüências de hábitos alimentares inadequados
Cárie e doenças gengivais são conseqüências de hábitos alimentares inadequados associados a uma higiene oral precária e ineficiente. Os principais passos para a verdadeira cura, são: uma melhora substancial da higiene oral e o controle da dieta (ingestão de sacarose), desta forma estará cuidando da sua saúde bucal e fazendo a manutenção para durabilidade do tratamento dental. A escova dental tem como finalidade a remoção de resíduos de alimentos e placa bacteriana que é um acúmulo de bactérias que fica fortemente aderida ao dente, sendo a grande causa de cáries e doenças gengivais. A placa bacteriana é incolor ou levemente esbranquiçada (uma espécie de "massinha" que fica na superfície do dente), e às vezes, sequer é notada. Quando permanece em um lugar por um bom tempo pode se calcificar, formando o tártaro. Os pacientes que utilizam aparelhos ortodônticos fixos devem proceder a seqüência adequada de higiene bucal, sendo que ao mínimo devem ser em número de 05 (cinco) vezes diariamente o número de escovações associados ao uso do fio dental. Além disso deve-se fazer uso de enxaguatórios bucias. Lembre-se que nem os aparelhos ortodônticos e nem o material usado para a colagem destes aos dentes causam cáries e o verdadeiro causador é o alimento que fica depositado ao redor destes e que deve ser removido sempre. Escova de Dente É importante que a escova remova placa bacteriana sem traumatizar os tecidos gengivais e para isto deve ter: . Cerdas macias ou extra-macias com pontas arredondadas e da mesma altura; . Cabo reto, o que proporciona um melhor apoio; . Cabeça pequena capaz de atingir as áreas posteriores e facilitar a escovação. A escova deve ser trocada no máximo após 30 dias de utilização, ou quando suas cerdas tornarem-se "amassadas e/ou abertas".
Fio Dental Temos disponíveis diversas marcas, tipos e apresentações do fio dental. Podem ser, encerado ou não, com ou sem flúor, e com sabores (menta, canela). Sua utilização é importante na remoção de resíduos alimentares e placa bacteriana que a escova dental não consegue retirar. Fortalecimento dos Dentes Usar pastas que contenham flúor é um grande passo na prevenção das cáries. Recentemente estudos mostraram que quanto menos água se usava para lavar o excesso de pasta após a escovação, maior era a capacidade de prevenção delas. Portanto não enxágüe exageradamente a boca com água após a escovação, mas também não engula o excesso de espuma. Bochechos caseiros com soluções prontas de fluoretos a 0,05% (Enxaguatório bucal Oral-B, Fluordent, dentre outros) durante 1 minuto, diariamente antes de dormir, podem reduzir a formação de cáries em 35%. O flúor também pode ser usado em concentrações maiores no consultório dentário. Para isso é necessário marcar uma consulta de profilaxia (limpeza) e aplicação de flúor. Neste tipo de procedimento temos uma redução significativa no aparecimento de cáries (20% a 40%), mas deve ser feito com periodicidade média de três meses. Fonte: Orthoneo
Alimentação e a Saúde Oral
A incidência de cáries dentárias em crianças e adolescentes, na maioria dos países da Europa, tem descido progressivamente durante as últimas três décadas, apesar da ingestão média de açucares se ter mantido constante. Assim, que factores são responsáveis por esta tendência positiva? Aparentemente, o mérito deve-se a uma melhor higiene oral (lavagem mais frequente dos dentes e uso de fio dentário) e ao flúor.
Cáries dentárias
Cáries dentárias ocorrem quando existem diversos factores simultaneamente. Primeiramente, tem de se tratar de um tipo de dente susceptível à formação de cáries. Segundo, deve haver uma placa bacteriana, isto é, a bactéria que fermenta os hidratos de carbono produz ácidos, que por sua vez criam uma erosão no esmalte dos dentes. Em terceiro lugar, existe tempo suficiente para a desmineralização (dissolução do esmalte dos dentes) e insuficiente para que o organismo produza o seu sistema de defesa natural, “remineralize” e repare os danos dos dentes.
Cada um destes factores é no entanto afectado por outros. Por exemplo, a presença de flúor contribui para a remineralização e altera a estrutura dentária. O resultado final é que a superfície dentária fica menos vulnerável à cárie. A frequência com que se come também é importante, uma vez que quanto mais comida se ingerir, maior é o número de bactérias a ter oportunidade de fermentar os hidratos de carbono. A saliva tem como função neutralizar os ácidos, proporcionar os minerais para a remineralização e ajudar a limpar mais rapidamente a comida que fica na boca.
Factores dietéticos
O efeito da dieta no desenvolvimento de cáries dentárias não é claro, como muitas pessoas acreditam. Enquanto a relação entre a ingestão de hidratos de carbono e a cárie dentária tem sido demonstrada claramente, a relação directa entre a ingestão de açúcar e a cárie tem sido fraca na maioria dos países europeus. Muitas pessoas, por exemplo, consomem quantidades relativamente elevadas de açúcar regularmente, sem necessariamente apresentar muitas cáries dentárias.
Um estudo realizado na Holanda descobriu que o tempo que a comida é retida na boca é mais importante que o conteúdo desta em açúcar. Os investigadores compararam soluções de açúcar com refeições e lanches e observaram que os alimentos compostos por hidratos de carbono tendem a fixar-se e permanecer mais nos dentes , podendo provocar cáries, do que as soluções açucaradas. Estes alimentos não são necessariamente os que consideramos “pegajosos” – por exemplo, os caramelos que se dissolvem e desaparecem da boca com mais rapidez do que alguns alimentos que contêm amido.
A associação que se fazia entre o açúcar e os alimentos que contêm açúcar implicados nas cáries dentárias também tem mudado. Actualmente é conhecido que muitos outros alimentos contendo hidratos de carbono, e que antigamente se diziam “amigos dos dentes”, como o pão, têm contribuído bastante para as cáries. Por exemplo, os alimentos ricos em amido, como o pão, induzem a produção de ácido pela placa bacteriana, e todas as frutas são uma potencial causa destas. No entanto, devemos continuar a consumir estes alimentos não só pelo prazer, mas também pelos seus benefícios para a saúde.
Actualmente, os cientistas acreditam que o papel da dieta nas cáries dentárias parece estar menos relacionado com a dieta propriamente dita, do que com os comportamentos individuais. Uma boa higiene oral e flúor, especialmente se aplicado de forma tópica mediante uma pasta de dentes que o contenha, tem reduzido a importância da dieta sobre a saúde dos dentes. Contudo, nos países onde a pasta de dentes com flúor não está disponível, uma ingestão regular de alimentos ricos em hidratos de carbono ainda é um factor importante na cárie dentária.
A maior fonte alimentar de flúor é água com um conteúdo deste mineral de 0,55-14 ppm. O flúor é um elemento presente em todos os alimentos; as fontes mais ricas são o chá e o pescado de mar, em que as suas espinhas também são ingeridas (por exemplo, as anchovas).
Prevenção das cáries dentárias
Uma boa higienização oral e o uso de flúor são actualmente considerados os principais factores de prevenção das cáries. De seguida fornece-se mais alguma informação que ajuda a manter os dentes livres desta patologia.
Inicie pelo cuidado dentário matinal – comece lavando os dentes, após aparece o primeiro dente no bebé. Não deve permitir que uma criança vá dormir, bebendo leite, fórmula láctea, sumo ou outra bebida doce; uma vez que estes fixam-se nos dentes durante um longo período conduzindo às “cáries do biberão”.
- lave os dentes com pasta de dentes que contenha flúor duas vezes por dia com fio dentário ou palitos pelo menos uma vez por dia. Não coma após lavar os dentes na hora de dormir, uma vez que o fluxo de saliva diminui enquanto dormimos.
- pastilhas sem açúcar têm-se demonstrado “amigas do dentes” e ajudam a aumentar o fluxo de saliva e assim a limpar a comida que fica na boca.
- a frequência com que comemos e bebemos é relevante. É bom que ocorra um tempo entre cada refeição, para que a saliva possa neutralizar os ácidos. Não petisque nem beba líquidos a todas as horas.
- os conselhos dietéticos devem basear-se em práticas alimentares adequadas, que correspondam a recomendações gerais de uma alimentação saudável.
Referências
- Van Loveren C., Diet and Dental Caries: cariogenicity may depend more on oral hygiene using fluorides than on diet or type of carbohydrates. Eur. J. Paed. Dentistry, June 2000, 1 (2)
- Nutrition, Diet and Oral Health for the 21st Century. Inter Dental J., 6/01, Suppl.
- Konig, KG. Diet and Oral Health. Inter. Dental J., 2000, 50, 162-174
Quais os tipos de hidratos de carbono que podem provocar cáries?
Discussão entre açucares “extrínsecos” e “intrínsecos”.
Muitas pessoas confundem os tipos de hidratos de carbono que podem ser fermentados pela bactéria e causar a cárie dentária. Alguns cientistas têm complicado a situação, dividindo os açucares em extrínsecos e intrínsecos. Os açucares intrínsecos são aqueles presentes naturalmente na estrutura celular dos alimentos, e que estão presentes principalmente nas frutas e vegetais. Os açucares extrínsecos, são os que se encontram livres nos alimentos ou que se adicionam a estes. Este grupo é ainda dividido em açúcar do leite (lactose) e açúcar extrínseco ao açúcar do leite, como os sumos de fruta, mel, açúcar adicionado. Estudos mostram que as bactérias podem fermentar ambos os tipos de açúcar, portanto todos os alimentos que contenham hidratos de carbono podem contribuir para a formação de cáries. Uma dieta saudável e prazerosa associada a uma boa higiene oral, é a melhor forma de proteger os dentes e desfrutar de uma boa saúde no geral.
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