segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O que são cáries?

"Cárie" é uma outra forma de se denominar a deterioração do dente. A deterioração do dente é fortemente influenciada pelo estilo de vida do indivíduo - o que se come, como se cuida dos dentes, a presença de flúor na água ingerida e o flúor no creme dental. A hereditariedade também tem um papel importante na predisposição de seus dentes para se deteriorarem.
Embora as cáries sejam mais comuns em crianças, adultos também estão sujeitos a elas. Os tipos de cáries incluem:
  • Cárie coronária - o tipo mais comum que ocorre tanto em criança como em adultos, as cáries coronárias se localizam nas superfícies de mastigação ou entre os dentes.
  • Cárie radicular - à medida que envelhecemos, as gengivas se retraem, deixando partes da raiz do dente expostas. Como não existe esmalte cobrindo as raízes do dente, estas áreas expostas se deterioram facilmente.
  • Cárie recorrente - a deterioração pode ocorrer em volta das restaurações e coroas existentes. Isto porque estas áreas tendem a acumular placa, que acabam levando à deterioração.
Os adultos estão especialmente sujeitos a apresentar cárie quando sofrem de xerostomia ( boca seca ), uma doença causada pela falta de saliva. A xerostomiapode ser decorrente de uma doença, de medicamentos, da radioterapia e da quimioterapia, e pode ser temporária (dias ou meses) ou permanente, dependendo de suas causas.
A cárie constitue um sério problema. Se não for tratada, uma cárie pode destruir seu dente e matar os delicados nervos na sua parte central, o que pode resultar em um abscesso, uma área de infecção na ponta da raiz. Uma vez formado o abcesso, ele só pode ser tratado através do tratamento do canal, de cirurgia ou da extração do dente.

Como eu sei se estou com uma cárie?

Apenas seu dentista pode dizer com certeza se você tem uma cárie. Isto porque as cáries se desenvolvem embaixo da superfície do dente, onde você não pode vê-las. Quando você ingere alimentos que contenham carboidratos (açúcar e amido), estes carboidratos são digeridos pelas bactérias da placa , produzindo ácidos que corroem o interior do dente. Com o tempo, o esmalte do dente começa a fraturar por debaixo da superfície, enquanto a parte externa permanece intacta. Quando uma quantidade suficiente de esmalte sob a superfície já tiver sido destruída, a superfície se desmorona, expondo a cavidade de cárie.
É maior a probabilidade das cáries de se desenvolverem em fóssulas e fissuras nas superfícies de mastigação dos dentes posteriores, nos espaços entre os dentes e próximo à linha da gengiva. Mas, independentemente de onde ocorrem, a melhor maneira de identificá-las e tratá-las, antes que se tornem sérias, é visitando seu dentista regularmente para avaliações.

Como posso ajudar a evitar as cáries?

  • Escove os dentes pelo menos três vezes ao dia, e use o fio dental diariamente, a fim de remover a placa bacteriana entre os dentes e sob a gengiva.
  • Faça avaliações regulares. O cuidado preventivo pode evitar que os problemas ocorram e que problemas menores se tornem sérios.
  • Adote uma dieta balanceada, com pouco açúcar e amido. Quando ingerir estes alimentos, procure comê-los durante a refeição, e não como um lanche, para minimizar o número de vezes que seus dentes são expostos ao ácido.
  • Utilize produtos dentários que contenham flúor , incluindo o creme dental.
  • Certifique-se de que a água que suas crianças bebem contenha flúor. Se a água fornecida em sua localidade não contém flúor, seu dentista ou pediatra pode prescrever suplementos de flúor diários.

Os medicamentos podem afetar minha saúde bucal?

Medicamentos podem afetar minha saúde bucal?

Sim, os medicamentos podem apresentar efeitos colaterais na boca, dos quais a "boca seca" é o efeito colateral mais comum. Não deixe de informar seu dentista sobre os medicamentos que você está usando, mesmo aqueles que comprou sem receita médica.
Os seguintes medicamentos podem causar o ressecamento da boca:
  • Anti-histamínicos (Antialérgicos);
  • Descongestionantes;
  • Analgésicos;
  • Diuréticos;
  • Medicamentos para pressão alta;
  • Antidepressivos.
Outros medicamentos podem causar inflamações, ulcerações, dormência, 
formigamento, distúrbios de movimento, alterações do paladar e, durante a escovação ou do uso do fio dental, sangramento excessivo da gengiva. Se perceber quaisquer desses sintomas, consulte seu dentista ou médico.

O mau hálito e suas relações com as doenças bucais e sistêmicas

Cerca de 75% dos casos de halitose (mau hálito) têm sua origem em um problema bucal. Outras causas do mau hálito são os distúrbios gástricos, infecções nos seios [maxilares/paranasais] e doença gengival grave” – afirma o Dr. Mark Wolff, Ph.D., diretor de Odontologia Operativa da State University of New York, em Stony Brook. 

O sucesso do tratamento depende da determinação de sua causa. Tão logo o dentista determine a causa, o tratamento pode começar1.

O mau hálito pode ser causado por:
  • Fatores externos: alimentos, como cebola e alho, e bebidas, como café e álcool, e o fumo;
  • Má higiene bucal: quando a placa bacteriana e resíduos alimentares não são completamente removidos;
  • Enfermidade bucal: gengivite e doença periodontal;
  • Próteses totais: formação da placa e acúmulo de resíduos nas próteses, que precisam ser limpas diariamente;
  • Amígdalas: as fendas (criptas) mais largas das amígdalas podem permitir que os resíduos se acumulem na área;
  • Infecções do aparelho respiratório: garganta, seios [paranasais] e pulmões;
  • Boca seca (xerostomia): que pode ser causada por problemas nas glândulas salivares, medicamentos, respiração pela boca, radioterapia e quimioterapia;
  • Doenças sistêmicas: diabetes, doenças renais/hepáticas, pulmonares e dos seios [maxilares/paranasais], distúrbios gastrintestinais;

Qual a relação entre doença bucal e doença sistêmica?

Pesquisas recentes sugerem que há uma relação entre doenças bucais e doenças sistêmicas (diabetes, doenças cardiovasculares, derrame cerebral, infecções respiratórias, mal de Alzheimer) e outras enfermidades. Quando o tecido gengival se inflama dando origem à gengivite, mediadores inflamatórios chamados citocinas, presentes no tecido gengival, podem passar para a saliva e serem aspirados para dentro dos pulmões. As bactérias responsáveis pela periodontite também podem penetrar no sistema circulatório e deslocar-se até outras partes do corpo. As bactérias bucais podem causar infecções secundárias ou a inflamação de outros tecidos ou sistemas orgânicos do corpo (2).

Quem você deve consultar, se tiver mau hálito?

Se achar que a causa de seu mau hálito é a dieta alimentar, consulte um nutricionista. Ele poderá ajudá-lo a modificar sua dieta. Se o problema for má higiene bucal e você tiver gengivite, (inflamação da gengiva) ou periodontite (perda do osso que sustenta os dentes), consulte seu dentista e peça instruções sobre como melhorar a higiene bucal. Se o problema for infecção das amígdalas ou uma infecção respiratória, siga as recomendações de seu clínico geral ou de um especialista em ouvido, nariz e garganta (otorrinolaringologista) ou doenças do pulmão e trato respiratório (pneumologista). Nos Estados Unidos, a maioria das pessoas têm a sensação de boca seca devido a medicamentos, disfunção das glândulas salivares ou ao fato de estarem passando por tratamento de câncer com rádio ou quimioterapia. Por favor, consulte seu médico, cirurgião maxilofacial ou oncologista e siga as orientações que lhe derem sobre os produtos que podem aliviar os sintomas da boca seca. As pessoas que têm diabetes, problemas renais, hepáticos ou distúrbios gastrintestinais devem consultar um clínico geral, um urologista ou gastroenterologista para saber como reduzir o mau hálito. Entre em contato com seu dentista e peça informações sobre a especialidade médica indicada para resolver seu problema de mau hálito.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Preste atenção nos sinais que a boca dá para a saúde do organismo

Fazendo um autoexame, você pode prevenir doenças mais graves como o câncer bucal


A saúde bucal não pode e nem deve ser separada da saúde geral do organismo. Nossa boca é continuamente desafiada por infecções causadas por bactérias, vírus e fungos. "Qualquer lesão na mucosa da boca pode ser contaminada por micro-organismos presentes na boca ou adquiridos de outras pessoas, aumentando o risco de doenças, desde uma DST até problemas circulatórios", explica a dentista Amália Rodrigues Martins. Afta, herpes, excesso de saburra e outros problemas de saúde, que começam na boca, podem denunciar que seu corpo pede cuidados. 

A boca abriga uma grande quantidade de micro-organismos que residem na superfície dos dentes, nas próteses ou na própria mucosa, formando um ecossistema chamado biofilme, que nada mais é do que a conhecida placa bacteriana. As bactérias podem causar doenças locais, como a cárie, a gengivite e a periodontite. Mas também podem desencadear problemas em outras partes do corpo. "Elas podem penetrar nos tecidos e na corrente sanguínea, liberando substâncias tóxicas e estimulando uma inflamação e até uma infecção grave", diz ela. A seguir, a especialista mostra quais os alertas que sua boca dá e como preveni-los. 

Sinais na língua 
A saburra é uma placa esbranquiçada ou amarelada, composta por células descamadas, restos alimentares e bactérias, que fica no dorso da língua. A formação de saburra é mais intensa nas pessoas que estão com o fluxo salivar diminuído, o que pode acontecer em situações de estresse, ingestão de certos medicamentos e determinadas doenças. "Entre as bactérias presentes na saburra lingual estão algumas espécies capazes de causar doenças como a gastrite, pneumonia, endocardite bacteriana, parada cardíaca, acidente vascular cerebral e a doença periodontal", explica Amália. Além disso, as bactérias presentes na saburra vão degradar proteínas, produzindo compostos sulfurados, responsáveis pelo mau hálito. Por isso, a escovação dos dentes e a limpeza diária da língua é importante para a eliminação dos micro-organismos. A higienização deve ser feita com a escova de dente, além de raspadores ou limpadores de língua com arestas ou cerdas. 
Herpes labial ou bucal
Basta passar por uma situação estressante para as feridinhas, que evoluem para pequenas bolhas, aparecerem na boca. Causada por variações do vírus Herpesvirus hominis (HVH), a herpes é uma doença contagiosa, cuja transmissão ocorre geralmente na infância. O que acontece é que, após o contágio inicial, o vírus fica latente no organismo, podendo se manifestar em intervalos variáveis, principalmente na puberdade e vida adulta. "Entre os fatores relacionados com as recorrências de herpes podemos citar a exposição excessiva ao sol ou a radiação ultravioleta, temperaturas baixas, febre, infecções, estresse físico ou mental, distúrbios gastrointestinais, gripes, resfriados, menstruação, gravidez e uso de corticóides", explica Amália. Sendo que nas pessoas com deficiências imunológicas, a doença pode causar sérias complicações, pois o organismo tem a resistência muito baixa, ficando mais vulnerável a infecções.

O tratamento precoce pode inibir a manifestação clínica ou diminuir o tempo de duração e tamanho das lesões, que podem afetar a boca por até sete dias. O ideal é procurar atendimento assim que aparecerem os primeiros sinais (coceira, irritação, inflamação). As principais formas de tratamento são a prescrição de medicamentos antivirais, que atuam impedindo ou diminuindo a replicação dos vírus, e a terapia com aplicação de laser de baixa potência. "No caso de surtos muito frequentes, com mais de uma manifestação por mês, é possível recomendar antivirais por períodos mais prolongados de tempo", diz a dentista. A aplicação de laser atua diminuindo a dor e biomodulando a região, isto é, aumentando a resistência das células. O procedimento pode ser realizado em qualquer fase da doença, sendo que, assim como o uso dos medicamentos, apresenta melhores resultados na primeira fase da doença, que são as 24 horas iniciais. "Em alguns casos, as lesões são infectadas por bactérias, o que pode causar marcas definitivas na região, sendo necessária à prescrição de antibióticos e pomadas locais", explica Amália. 
Cuidados essenciais
- Não toque na ferida, evitando o contágio. O vírus pode sobreviver por horas ou dias no meio externo e pode ser transmitido para outras pessoas através do beijo, relações sexuais, objetos contaminados (como copos, garrafas e roupas)

- Se tocar nas feridas, lavar as mãos imediatamente com água e sabão. A manipulação das lesões pode levar à contaminação de outras regiões como pele ulcerada, olhos e região genital

 - As bolhas rompidas liberam líquido altamente infectante. É preciso secar a região com gaze ou lenços descartáveis. As lesões também podem ser lavadas com água e sabão

- Procure um especialista assim que aparecerem os primeiros sinais de herpes labial ou bucal para diagnóstico, orientação e tratamento. 
Aftas
As feridas branco-amareladas com contorno avermelhado que aparecem na língua, lábios, parte interna das bochechas e garganta são lesões extremamente dolorosas e desaparecem em 1 a 2 semanas sem deixar cicatriz. Algumas pessoas apresentam aftas grandes, que demoram até 6 semanas para cicatrizarem. As aftas não são contagiosas, sendo muito comuns em pré-adolescentes, adolescentes e adultos jovens. ?As causas para a sua formação não são completamente conhecidas e podem estar ligadas à reação exagerada do sistema imunológico", explica Amália. Fatores como o estresse, alterações hormonais, alergias a alimentos, traumas físicos causado por mordidas, alimentos pontiagudos, mudanças hormonais, certos tratamentos de quimioterapia, medicações, hérnia de hiato com refluxo esofagiano e consumo de alimentos ácidos podem levar ao surgimento das feridas. "Não existe nenhum tratamento definitivo para aftas, pois nenhuma substância cura a úlcera de um dia para outro. Podem ser usadas pomadas anestésicas, corticóides e anti-inflamatórios, além da aplicação de laser de baixa potência para alívio da dor e aceleração da cicatrização", diz Amália. 
Câncer bucal 
O câncer bucal pode afetar a mucosa bucal, gengivas, o céu da boca, língua, assoalho da boca, o céu da boca e os lábios. A doença manifesta-se pelo aparecimento de feridas, que não cicatrizam após alguns dias. Podem surgir lesões superficiais e indolores, que sangram ou não, e manchas esbranquiçadas nos lábios ou na mucosa bucal. Em seu estágio avançado, a doença caracteriza-se pela dificuldade no falar, mastigar e engolir e até o emagrecimento acentuado, dor e presença de caroço no pescoço. Entre os fatores de risco para a doença estão o tabagismo, o uso do álcool, exposição solar exagerada, má higiene bucal e uso de próteses dentárias mal ajustadas. "Além do controle dos fatores de risco, o autoexame e controle profissional realizado por um dentista são fundamentais na prevenção da doença", alerta a dentista. 
Faça o autoexame da boca
A finalidade do exame é identificar anormalidades existentes na mucosa bucal, que alertem a pessoa que o organismo não anda bem e a façam procurar um dentista ou um medico. O que procurar:

- Mudanças na aparência dos lábios e parte interna da boca

- Endurecimentos

- Caroços

- Ferida

-sangramento

- Inchações

- Áreas dormentes

- Dentes amolecidos ou quebrados

1. Lave bem a boca e remova as próteses dentarias, se for o caso.

2. De frente para o espelho, observe a pele do rosto e do pescoço. Veja se encontra algum sinal que não tenha notado antes. Toque suavemente, com a ponta dos dedos, todo o rosto.

3. Puxe com os dedos o lábio inferior para baixo, expondo a sua parte interna (mucosa). Em seguida, apalpe todo o lábio. Puxe o lábio superior para cima e repita a palpação.

4. Com a ponta de um dedo indicador, afaste a bochecha para examinar a parte interna da mesma. Faça isso nos dois lados.

5. Com a ponta de um dedo indicador, percorra toda a gengiva superior e inferior.

6. Introduza o dedo indicador por baixo da língua e o polegar da mesma mão por baixo do queixo e procure palpar todo o soalho da boca.

7. Incline a cabeça para trás, e abrindo a boca o máximo possível examine atentamente o céu da boca. Apalpe com um dedo indicador todo o céu da boca, em seguida diga AAAA ... e observe o fundo da garganta.

8. Ponha a língua para fora e observe a sua parte de cima. Repita a observação com a língua levantada até o céu da boca. Em seguida, puxando a língua para a esquerda, observe o lado direito da mesma. Repita o procedimento para o lado esquerdo, puxando a língua para a direita.

9. Estique a língua para fora, segurando-a com um pedaço de gaze ou pano, e apalpe toda a sua extensão com os dedos indicadores e polegar da outra mão.

10. Examine o pescoço. Compare os lados direito e esquerdo e veja se a diferença entre eles. Depois, apalpe o lado esquerdo do pescoço com a mão direita. Repita o procedimento para o lado direito, apalpando-o com a mão esquerda. Veja se existem caroços ou áreas endurecidas.

11. Finalmente, introduza um dos polegares por debaixo do queixo e apalpe suavemente todo o seu contorno inferior.

Dormir de boca aberta compromete a saúde respiratória e o alinhamento dos dentes

Comportamento é um dos sintomas da rinite, mal que pede tratamento desde a infância


Você dorme de boca aberta? . Essa pergunta é muito difícil de responder, pois quando estamos dormindo e não temos controle do que fazemos. Mas é melhor pedir para alguém observar enquanto você sonha, pois isso pode causar sérias dificuldades respiratórias.Nesta época do ano, são mais freqüentes gripes e resfriados. Mas há quem sofra constantemente com as mudanças de temperatura, manifestando coriza, espirros, coceira e congestão nasal. São os portadores de rinite crônica.

Esse paciente costuma dormir de boca aberta, podendo manifestar problemas na arcada dentária. Não só os dentes ficam tortos e acabam precisando de tratamento ortodôntico, como até a voz soa anasalada , diz o cirurgião-dentista Marcelo Rezende, diretor da Smiling Dental Care (SP).

Rezende ressalta que muitas crianças têm este costume, portanto é preciso os pais prestarem o dobro de atenção na reincidência de doenças respiratórias que acometem seus filhos.

É muito importante observar se a criança tem dificuldade de permanecer com os lábios fechados e se dorme com a boquinha aberta. Caso as crises de rinite se repitam, é necessário um acompanhamento mais cuidadoso, já que isto poderá comprometer o desenvolvimento de importantes estruturas ósseas da face e das arcadas dentárias.

O especialista diz que o crescimento correto do rosto das crianças é bastante influenciado pela boa respiração nasal. Muitas cirurgias são evitadas com um adequado acompanhamento ortodôntico e a utilização de aparelhos que estimulem o crescimento facial mesmo com uma respiração inadequada .

As crises de rinite, segundo o cirurgião-dentista, costumam ser desencadeadas por uma reação alérgica a certos componentes, como ácaros, fungos, pêlos de gatos e cachorros, ou até mesmo alguns tipos de alimentos. Também costumam ocorrer mais durante as mudanças climáticas. Casos de rinite não-alérgica se devem a alterações estruturais, como os desvios de septo e também merecem tratamento.

Para ter um sorriso saudável e bonito é necessário aprendizado, esforço e dedicação

A higiene oral como hábito é fruto do que incorporamos no nosso dia a dia, daquilo que aprendemos com os nossos pais, com os nossos professores de escola, ou com os nossos dentistas. Porém, não houve evolução nesta área, uma vez que ela não é absorvida pela cultura brasileira. 

Para alterar um hábito, é preciso submergir o conhecimento e mudar de atitude na prática, durante pelo menos 20 dias. Parece difícil, não? Sem dúvida, assim como é necessário entender o processo saúde-doença, o comportamento das enfermidades bucais e o que cada atitude individual pode implicar na instalação ou na prevenção dos problemas. 

Há duas doenças bastante comuns que afetam a nossa boca. Elas têm diferentes características e agentes causadores, mas, apresentam uma particularidade em comum. A cárie (que acomete dentes) e a doença periodontal (que compromete os tecidos ao redor dos dentes, como o osso alveolar, a gengiva e o ligamento periodontal) são doenças causadas por microrganismos cuja virulência (agressividade) acontece através da capacidade que eles têm de se aderir aos dentes e à gengiva. 


A única forma eficaz de combater essas bactérias é removendo-as mecanicamente das superfícies dentais e gengivais através do correto uso da escova e do fio dental. É a única forma de impedir a instalação e a progressão das doenças bucais infecciosas.

O acúmulo de ácidos bacterianos sobre a superfície dos dentes causa cárie, que é a dissolução dos minerais do esmalte dental em diversos graus, até que ocorra a cavitação. Nesse estágio, torna-se impossível controlar a doença somente com as técnicas de escovação. É preciso restaurar a forma anatômica do dente para remover o foco de infecção.

As bactérias acidogênicas (alguns grupos de estreptococos orais) são dependentes de oxigênio e açúcares, encontram melhores condições de dominância em bocas cuja higiene é precária. Atualmente a cárie é restrita a pequenos grupos de indivíduos que não tiveram informações, que promoveram uma melhor higiene durante a infância e a adolescência.  



A doença periodontal, por sua vez, é causada por bactérias intolerantes ao oxigênio (anaeróbias) em sua maioria, que se concentram na área de transição entre a gengiva e o dente (sulco gengival). Se esse biofilme bacteriano não for constantemente removido com a escova e o fio dental, ele incorpora os minerais provenientes da saliva, petrificando-se ao redor dos dentes e formando o cálculo (tártaro). O cálculo representa agressão local constante, pois, uma vez formado, não mais pode ser removido com as ferramentas corriqueiras de higiene oral (escova e fio dental).

Sua superfície, microscopicamente rugosa, estará sempre contaminada com bactérias, e não há outra saída para o organismo senão "fugir" da agressão, o que resulta em perda óssea, e consequente bolsa periodontal ou recessão da margem gengival (conhecida como retração gengival).



Já os problemas de gengiva, na maioria dos casos são de influência genética. Isso é compreensível na medida em que estudamos a causa e progressão da doença periodontal. Sabemos que ela decorre do desequilíbrio entre dois principais fatores: a bactéria e o hospedeiro (em termos de capacidade de defesa ou resposta do sistema imune).

Existem diversos graus e variações da doença periodontal, que são dependentes do tipo de bactéria presente e de fatores moduladores tais como estresse, cigarro e determinadas doenças sistêmicas. Mas, o que realmente preocupa é que os indivíduos com doença periodontal ativa têm focos de infecção em boca, que podem influir negativamente a nível sistêmico, causando, por exemplo, o nascimento prematuro de crianças com baixo peso ou dificultando o controle da diabete e até mesmo gerando doenças fatais, como a endocardite bacteriana.

Problemas diferentes requerem soluções igualmente distintas, assim como cada indivíduo merece uma atenção personalizada diante do seu problema. Por isso, não dá para generalizar os ensinamentos acerca da higienização bucal. Mesmo que o indivíduo seja submetido aos tratamentos odontológicos indispensáveis ao restabelecimento da saúde tudo terá sido em vão se ele não se reeducar quanto à higienização de seus dentes e gengiva, através da orientação do dentista.

O tratamento odontológico é a oportunidade de recomeçar, de rever os hábitos e de instituir um final feliz para a auto-estima: um sorriso saudável e harmoniosamente bonito.

O que é uma boa higiene bucal?

Hálito puro e sorriso saudável são o resultado de uma boa higiene bucal. Isto é, com uma higiene bucal adequada:
  • Seus dentes ficam limpos e livres de resíduos alimentares;
  • A gengiva não sangra nem dói durante a escovação e o uso do fio dental;
  • O mau hálito deixa de ser um problema permanente.
Consulte o seu dentista caso as suas gengivas doam ou sangrem quando você escova os dentes ou usa fio dental, e principalmente se estiver experimentando um problema de mau hálito. Essas manifestações podem ser a indicação da existência de um problema mais grave.
Seu dentista pode ensiná-lo a usar técnicas corretas de higiene bucal e indicar as áreas que exigem atenção extra durante a escovação e o uso do fio dental.
Como garantir uma boa higiene bucal?
Uma boa higiene bucal é uma das medidas mais importantes que você pode adotar para manter de seus dentes e gengivas em ordem. Dentes saudáveis não só contribuem para que você tenha uma boa aparência, mas são também importantes para que você possa falar bem e mastigar corretamente os alimentos. Manter uma boca saudável é importante para o bem-estar geral das pessoas.
Os cuidados diários preventivos, tais como uma boa escovação e o uso correto do fio dental, ajudam a evitar que os problemas dentários se tornem mais graves. Devemos ter em mente que a prevenção é a maneira mais econômica, menos dolorida e menos preocupante de se cuidar da saúde bucal e que ao se fazer prevenção estamos evitando o tratamento de problemas que se tornariam graves.
Existem algumas medidas muito simples que cada um de nós pode tomar para diminuir significativamente o risco do desenvolvimento de cáries, gengivite e outros problemas bucais.
Essas medidas são:
  • Escovar bem os dentes no mínimo três vezes ao dia e usar fio dental diariamente.
  • Ingerir alimentos balanceados e evitar comer entre as principais refeições.
  • Usar produtos de higiene bucal, inclusive creme dental, que contenham flúor.
  • Usar enxagüante bucal com flúor, se seu dentista recomendar.
  • Garantir que as crianças abaixo de 12 anos tomem água potável fluoretada ou suplementos de flúor, se habitarem regiões onde não haja flúor na água.
Técnicas corretas de escovação:
  • Coloque a escova em um ângulo de 45 graus em relação à gengiva. Movimente a escova, afastando-a da gengiva.
  • Escove delicadamente as partes internas, externas e de mastigação de cada dente com movimentos curtos de trás para frente.
  • Com cuidado, escove a língua para remover bactérias e purificar o hálito.
Uso correto do fio dental:
  • Use about 18" of floss, leaving an inch or two to work with.
  • Gently follow the curves of your teeth.
  • Be sure to clean beneath the gumline, but avoid snapping the floss on the gums.