sexta-feira, 3 de junho de 2011

Higiene oral para prevenir

O que é uma boa higiene oral?
Uma boa higiene oral é aquela que resulta da remoção eficaz dos restos alimentares (principalmente após as refeições) e ao mesmo tempo impossibilita a “ligação” de um conjunto de bactérias aos dentes e gengivas, de forma a impedir a destruição dos dentes pela acção dessas bactérias.
Se as suas gengivas doem ou sangram ao escovar os dentes ou ao usar o fio dentário ou ainda se apresenta mau hálito constante ou sensibilidade dolorosa nos dentes e gengivas, deve visitar um profissional de saúde oral. Qualquer uma destas situações pode resultar de um problema de saúde e por si só pode originar importantes impactos na sua qualidade de vida.
A higiene oral é o principal factor salutogénico da cavidade oral. Assim, quase todas as doenças que afectam a cavidade oral podem ver a sua progressão travada pela existência de uma correcta e eficaz higiene.
A principal função da higiene oral é a remoção da placa bacteriana da superfície dos dentes e deve iniciar-se como hábito diário desde a erupção do primeiro dente do bebé.
O que é a placa bacteriana?
A placa bacteriana ou biofilme oral é uma película aderente e transparente constituída por bactérias e seus produtos, formando-se constantemente sobre os seus dentes e gengivas. É a principal causa da cárie dentária e das doenças periodontais que podem levar à perda de dentes.
Inicialmente esta película assume uma consistência mole e, se não for removida nesta fase, ela vai mineralizar, tornando-se dura (designando-se de tártaro ou cálculo). Para remover o tártaro é necessário um conjunto de procedimentos clínicos (destartarização e outros), executados por profissionais de saúde oral.
Como sei que tenho placa bacteriana?
Todos nós desenvolvemos placa bacteriana. As bactérias proliferam constantemente na nossa boca. Para crescerem, estas bactérias utilizam ingredientes encontrados na nossa dieta e saliva. A placa bacteriana, em presença de hidratos de carbono (especialmente açúcares) produz os ácidos que vão desmineralizar os tecidos duros do dente (esmalte e dentina). Assim, sempre que se ingerem alimentos ou bebidas açucaradas, produzem-se ácidos. Com os ataques ácidos repetidos, o esmalte deteriora-se e as lesões de cárie iniciam-se.
A placa bacteriana que não é removida também provoca inflamação gengival, conduzindo à gengivite (gengivas vermelhas, inchadas e sangrantes).
Existem produtos, denominados reveladores de placa bacteriana, cuja principal função é “dar” cor à placa bacteriana. A sua utilização regular é muito útil para visualizarmos a localização da placa bacteriana e desta forma corrigirmos a técnica de higiene oral.
Como posso evitar que a placa bacteriana se forme?
A formação da placa bacteriana é um processo constante na cavidade oral. Contudo podemos prevenir a sua acumulação e as consequências que daí advêm. Assegure-se de que:
  • Escova cuidadosamente todas as superfícies dos dentes pelo menos duas vezes por dia;
  • Usa o fio dentário diariamente para remover a placa bacteriana que se acumula entre os dentes e no sulco gengival;
  • Modera o consumo de alimentos e bebidas açucarados (bolos, bolachas, pão achocolatado, batatas fritas, refrigerantes, etc.), pois estes facilitam a adesão das bactérias às faces dentárias e são usados para a produção de ácidos que destroem os dentes;
  • Se necessário, existem agentes antibacterianos (como a clorhexidina), amplamente aplicados em medicina dentária, através de soluções de bochecho ou em dentífricos e que apresentam altas taxas de eficácia na redução e controle do biofilme oral. Aconselhe-se com um profissional de saúde oral.
Cuidados para uma boa higiene oral
Manter uma boa higiene oral é um dos comportamentos mais importantes que pode ter pelos seus dentes e pelas suas gengivas.
O cuidado diário preventivo, que inclui a escovagem e o correcto uso do fio dentário, ajudá-lo-á a preservar a sua saúde oral e consequentemente a sua saúde em geral.
Os principais cuidados a executar para ter uma correcta higiene oral são:
  • Escovar os dentes pelo menos duas vezes por dia, sendo que uma delas deve ser, obrigatoriamente, antes de se deitar;
  • Utilizar sempre um dentífrico com 1.000 a 1.500 ppm de flúor;
  • Utilizar uma escova de tamanho adequado. Normalmente as escovas dentárias devem ter uma cabeça pequena e serem macias, para evitar lesões sobre os dentes e gengivas;
  • Utilizar diariamente fio ou fita dentária para retirar restos alimentares e bactérias dos espaços que existem entre os dentes e entre estes e as gengivas. O seu uso deve ser executado antes da escovagem, para que a acção protectora do dentífrico seja mais prolongada;
  • O recurso a elixires ou colutórios para bochecho deve ter uma indicação clínica, pois não são todos iguais e os produtos utilizados podem ter aplicações bastante diferentes. Deve por esse motivo seguir as indicações dos profissionais de saúde oral;
  • Nas crianças, o acto de higiene oral deve ser sempre supervisionado pelos pais, tendo especial atenção à quantidade de dentífrico colocado na escova e possibilidade de ingestão do mesmo;
  • Em alguns casos pode existir indicação clínica para recurso a suplementos fluoretados;
  • No final da higiene oral não se deve passar a boca por água, mas sim cuspir os excesso de dentífrico, pois assim a acção dos compostos fluoretados ou antimicrobianos será mais prolongada
Técnica correcta de escovagem
Nas crianças até 5/6 anos
  • O início dos hábitos de higiene oral deve ocorrer logo desde a erupção do primeiro dente do bebé;
  • Devem ser executados suaves movimentos de rotação sobre cada face dentária e em todas as faces, seguindo uma sequência de dente a dente;
  • No final pode ser executada a escovagem da língua, desde a base até à ponta.
Nos adolescentes e adultos
  • Incline a escova em direcção à gengiva num ângulo de 45º de encontro à gengiva e faça pequenos movimentos horizontais e vibratórios, tipo vaivém ou circulares, de modo a que os pêlos da escova limpem o sulco gengival (espaço que fica entre o dente e a gengiva). Faça cerca de dez movimentos nas superfícies dentárias abrangidas pela escova;
  • A escova deve abranger dois dentes de cada vez;
  • Escove com uma sequência que permita que todas as superfícies dentárias sejam escovadas. Comece num extremo do maxilar e acabe no outro extremo;
  • Escove suavemente as superfícies exteriores (do lado da bochecha) e interiores (do lado da língua);
  • Escove as superfícies de mastigação, fazendo movimentos curtos tipo vaivém;
  • Escove a sua língua suavemente, desde a base em direcção à ponta, de modo a remover as bactérias e a refrescar o seu hálito;
  • E nunca é demais reforçar: a escovagem dos dentes demora 2 a 3 minutos.
Que tipo de escova devo usar?
A maioria dos profissionais de saúde oral concorda que uma escova macia é a melhor para remover a placa bacteriana e os restos alimentares dos seus dentes. As escovas com cabeças pequenas também são as preferidas, pois podem chegar mais facilmente a todas as áreas da boca, incluindo os dentes posteriores de acesso mais difícil, sem provocarem lesões.
Uma escova eléctrica que execute ligeiros movimentos de rotação tipo vaivém será também uma boa alternativa, particularmente para pessoas que têm mais dificuldades em escovar, com menos destreza manual ou quando se trata de cuidar da higiene oral de outros indivíduos. A única diferença em relação à escova manual é que a escova eléctrica faz os movimentos automaticamente e tem uma cabeça mais pequena. Assim escova-se um dente de cada vez e não se faz qualquer movimento de escovagem. É necessário seguir uma sequência para não ficar nenhuma superfície dentária por escovar.
Técnica correcta para o uso do fio dentário (ou fita dentária)
  • Use, aproximadamente, 40 centímetros de fio dentário;
  • Enrole a quase totalidade do fio no dedo médio de uma mão e uma pequena porção no dedo médio da outra mão, deixando entre os dois dedos médios uma porção de fio, com cerca de 2 a 3 cm. À medida que se vai utilizando o fio, enrola-se num dedo e desenrola-se no outro. É importante usar sempre fio limpo em cada espaço interdentário. Os polegares e os indicadores ajudam a manuseá-lo;
  • Introduza o fio entre dois dentes e curve-o à volta de cada um deles, fazendo pequenos movimentos horizontais até chegar ao sulco gengival;
  • O fio deve ser utilizado cuidadosamente para não magoar as gengivas;
  • O fio dentário deve ser utilizado antes da escovagem dos dentes, pois assim permite que os agentes preventivos do dentífrico actuem durante mais tempo nas faces dentárias livres de resíduos.
Quando é que se deve começar a usar o fio dentário?
A partir da altura em que se tem destreza manual para o usar. Normalmente as crianças a partir dos 8/9 anos já conseguem manuseá-lo. Até essa idade, são os pais que poderão executar essa tarefa.

Dentes e gengivas

Qual é a principal função dos dentes?
  • Os dentes permitem a correcta mastigação dos alimentos, preparando-os para que o nosso estômago e intestinos, sem esforço suplementar, retirem dos alimentos já convenientemente mastigados os elementos essenciais à vida.
  • Completando esta função mastigatória, os dentes estão associados a aspectos estéticos e à auto-estima dos indivíduos, conferindo à face um “cartão de visita” do indivíduo no seu relacionamento social.
Quais são as diferentes partes de um dente?
  • Coroa: quando o dente está saudável, esta deve ser a única parte visível do dente. A superfície da coroa determina a função do dente. Por exemplo, os incisivos são planos e têm forma de “lâmina de faca” para cortar, os caninos são aguçados para rasgar, enquanto que os molares e pré-molares têm superfícies planas e largas para mastigar convenientemente os alimentos.
  • Raiz: é a parte do dente que está envolvida pelo osso e gengiva. A raiz constitui até dois terços do dente e mantém-no fixo ao maxilar.
  • Esmalte: a camada mais externa da coroa dentária. O esmalte é o tecido vivo mineralizado mais duro do corpo humano, contudo, pode ser destruído pela acção dos ácidos que se podem formar na boca.
  • Cemento: é a porção mais externa da raiz dentária e permite a ligação entre o dente e o osso.
  • Dentina: é a camada situada por baixo do esmalte e do cemento, constitui o mais extenso tecido dentário, incluindo no seu interior extremidades de tecido nervoso responsável pela condução dos estímulos dolorosos. É também um tecido vivo mineralizado, contudo, muito menos resistente que o esmalte à acção destruidora dos ácidos.
  • Polpa: tecido mole que se encontra no centro do dente, onde se situam o nervo dentário e os vasos sanguíneos do dente. Se a destruição atingir a polpa, a dor torna-se insuportável.
Como estão fixos os dentes?
Os dentes são suportados na boca por quatro estruturas importantes: o ligamento periodontal, as gengivas, o osso alveolar e o cemento.
  • O ligamento periodontal é o principal responsável pela fixação dos dentes ao osso. Trata-se de um tecido de tipo conjuntivo (constituído essencialmente por diversos tipos de fibras).
  • As gengivas são o tecido cor-de-rosa que rodeia os dentes e o osso, formando uma barreira protectora ao nível da união com o colo do dente
  • osso alveolar é o osso do maxilar que circunda o dente. Desta estrutura partem as fibras do ligamento periodontal em direcção ao cemento dentário
  • cemento é o tecido que envolve a raiz. As fibras do ligamento periodontal unem fortemente o cemento ao osso alveolar.
Quantas dentições existem no Homem?
Dentição decídua ou temporária
  • Surge nas crianças por volta dos 6 meses e completa-se por volta dos 2 anos.
  • É constituída por 20 dentes: 8 incisivos, 4 caninos e 8 molares.
Dentição permanente
  • Surge por volta dos 5/6 anos e pode terminar por volta dos 22 anos.
  • Nem todos os dentes permanentes quando erupcionam substituem dentes temporários, pois normalmente o número de dentes permanentes é constituído por 32 dentes: 8 incisivos, 4 caninos, 8 pré-molares e 12 molares
Quais são os diferentes tipos de dentes?
Cada dente tem uma função específica:
  • Incisivos - dentes anteriores com forma achatada e plana  em forma de “lâmina de faca” (quatro superiores e quatro inferiores). Na mastigação a sua função é cortar os alimentos.
  • Caninos - têm uma forma pontiaguda  e são usados para rasgar a comida. Normalmente existem 4 dentes caninos.
  • Pré-molares - estes dentes têm duas cúspides (pontas aguçadas) na sua superfície e são referidos, por vezes, de bicúspides. Os pré-molares servem para esmagar e triturar os alimentos. Normalmente num adulto existem 8 dentes pré-molares.
  • Molares – são os dentes com maior capacidade durante a mastigação dentária. Estes dentes têm várias cúspides na sua superfície oclusal ou mastigatória. Normalmente um adulto tem 12 dentes molares
O que são os dentes do siso?
Os dentes do siso são os últimos molares em cada um dos extremos dos maxilares. São os últimos dentes a erupcionar (entre os 18 e os 22 anos).

Problemas e doenças orais a evitar

As principais doenças orais são a cárie dentária, as doenças gengivais, os traumatismos, as desarmonias dento-faciais e o cancro oral. Mas há outras. A prevenção é sempre o melhor remédio.

Cárie dentária

O que é a cárie dentária?
A doença cárie dentária manifesta-se através de lesões cavitadas ou não (com ou sem perda visível de tecido dentário) que afectam os tecidos mineralizados do dente.
A dor de dentes é o que se sente, normalmente, num dente quando está formada uma cavidade. Contudo, nas fases iniciais, as lesões de cárie não provocam qualquer tipo de sintomatologia, surgindo esta apenas quando a extensão das lesões é mais significativa.
Se for convenientemente e atempadamente tratada, pode ser interrompida a progressão das lesões de cárie, evitando o risco de perda do dente.
Porque aparecem as cáries dentárias?
A cárie está relacionada com a destruição da camada externa dos dentes. Esta camada externa é designada por esmalte dentário. O aparecimento das lesões de cárie está relacionado com a desmineralização provocada pela acidificação do meio oral.
Quais os sintomas que prenunciam o aparecimento de uma cárie dentária?
Numa fase muito precoce do desenvolvimento de cárie não existe qualquer tipo de estímulo doloroso, daí a importância da consulta dentária regular para o estabelecimento do diagnóstico precoce.
Surgem alterações de cor, primeiramente traços esbranquiçados indicativos do início da desmineralização, seguidos de alterações da transparência do esmalte e da dentina. Por fim pode surgir o escurecimento das lesões. Contudo, nem todas as manchas escuras de um dente são significado de lesão activa da doença cárie.
Com a progressiva afectação dos tecidos poderá sentir uma dor aguda, evoluindo para dor permanente e de grande intensidade. Esta dor pode abranger todo um lado da boca ou concentrar-se numa determinada zona.
Que tipos de cáries existem?
Os tipos de cáries dentárias mais comuns são:
  • Cáries coronárias - tipo mais comum. Afectam a coroa dos dentes e ocorrem tanto em crianças como em adultos. Estão localizadas, mais frequentemente, nas superfícies oclusais ou entre os dentes.
  • Cáries radiculares - à medida que envelhecemos, as gengivas sofrem retracções e, quando expostas as raízes dos dentes, podem ser afectadas por lesões de cárie. Como não existe esmalte a cobrir as raízes dos dentes, estas áreas expostas tornam-se mais susceptíveis a processos de desmineralização.
Como se diagnostica uma cárie dentária?
Existem vários métodos de diagnóstico, contudo a observação directa e experimentada é considerada um dos métodos mais efectivos.
Se a cavidade da cárie for visível, muitas vezes, o diagnóstico é feito pela própria pessoa. Contudo o processo começa muito antes do aparecimento da cavidade. Inicia-se com desmineralizações repetidas que podem ser travadas através de uma higiene oral correcta e através da utilização de produtos fluoretados para aplicação tópica.
Há que considerar que, muitas vezes, as cáries surgem nos espaços entre os dentes, pelo que só o profissional de saúde oral consegue identificar essas lesões após exame clínico e eventualmente após a realização de radiografias.
Que cuidados se devem ter para evitar o aparecimento de cáries dentárias?
A higiene oral é o factor mais importante para evitar o aparecimento das doenças orais.
Por isso, escove os dentes, com um dentífrico fluoretado, pelo menos duas vezes por dia, sendo uma delas obrigatoriamente antes de deitar. Use o fio ou a fita dentária diariamente, de preferência, à noite, antes de fazer a escovagem dos dentes.
Deve vigiar a sua saúde. Para isso é importante consultar um profissional de saúde oral de seis em seis meses. Ele examinará a sua boca e dar-lhe-á conselhos sobre a melhor forma de manter a sua saúde oral.
Quais os riscos e as complicações associados à existência de cáries dentárias?
Uma cárie não tratada poderá evoluir para uma destruição do dente que obrigue à sua extracção. Uma lesão de cárie pode originar problemas noutros órgãos e sistemas do nosso corpo.
As funções mastigatória e estética serão significativamente afectadas, produzindo limitações na qualidade de vida

Doença gengival (ou das gengivas)

O que é a doença gengival?
A doença das gengivas é uma inflamação das gengivas que pode evoluir, afectando o osso que rodeia e suporta os seus dentes. É causada pelas bactérias da película que se forma naturalmente em torno dos dentes e gengivas. Se não for removida através da escovagem e do uso do fio dentário, diariamente, forma-se cada vez mais placa bacteriana, torna-se dura ou mineralizada e as bactérias existentes infectam não só as suas gengivas e dentes, mas também eventualmente os tecidos que suportam os dentes. Isso pode levar à mobilidade dentária, perda dos dentes ou à necessidade de serem removidos pelo seu estomatologista ou médico dentista.
Existem dois estadios na doença gengival:
  • Gengivite - é a fase inicial e reversível da doença gengival. É uma inflamação das gengivas provocada pelo crescimento da placa bacteriana na zona entre o dente e a gengiva. Se a escovagem e o uso do fio dentário não removerem essa placa bacteriana, são produzidas toxinas que podem inflamar o tecido gengival, causando a gengivite. Pode-se observar hemorragia durante a escovagem, sendo este o primeiro sinal de alerta para a doença.
  • Periodontite - esta é a fase irreversível da doença, quando o osso e as fibras de suporte que mantêm os dentes no seu lugar foram irremediavelmente afectados. As suas gengivas podem começar por formar uma bolsa abaixo da linha gengival que retém alimentos e placa bacteriana. Um tratamento dentário adequado e um cuidado melhorado na higiene oral podem, eventualmente, prevenir a progressão da doença.
Como sei que tenho uma doença gengival?
A doença das gengivas pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais comum em adultos. Detectada no seu início, a doença gengival pode ser reversível. Visite o profissional de saúde oral se observar algum dos seguintes sinais ou sintomas:
  • Gengivas avermelhadas;
  • Gengivas inchadas;
  • Gengivas com hemorragia durante a escovagem, a mastigação ou uso do fio dentário;
  • Dentes que parecem mais compridos pela recessão das gengivas;
  • Gengivas que se separam dos dentes, criando bolsas;
  • Aparecimento de espaços entre os dentes ou alteração no encaixe dos dentes;
  • Formação de pus entre os dentes e as gengivas;
  • Mau hálito constante e mau sabor na boca.
Como se trata a doença das gengivas?
As fases iniciais da doença gengival podem ser reversíveis através da escovagem e do uso de fio dentário. Uma boa higiene oral ajudá-lo-á a impedir que a placa bacteriana se forme.
Uma destartarização profissional feita no consultório dentário é o único meio de remover a placa bacteriana que se formou e calcificou, formando o tártaro ou cálculo. Caso o seu problema seja mais grave, pode ser preciso fazer um alisamento radicular. Trata-se do alisamento por raspagem de algumas irregularidades das raízes dos seus dentes, tornando mais difícil a aderência da placa bacteriana.
Através de consultas regulares, a fase inicial da doença das gengivas pode ser tratada antes que avance para um problema mais grave.

Sensibilidade dentária

O que é a sensibilidade dentária?
A sensibilidade dentária é a dor de dentes causada pelo desgaste de qualquer superfície do dente ou do tecido gengival. A causa mais comum da sensibilidade dentária nos adultos é a exposição de raízes dentárias devido à recessão gengival. As raízes não estão cobertas por esmalte e, por isso, centenas de canalículos dentinários que comunicam com o nervo do dente (polpa) estão expostos.
Como sei que tenho sensibilidade dentária?
Se já sentiu alguma vez uma sensação dolorosa nos dentes após beber ou comer alimentos ou bebidas quentes ou frias, já teve sensibilidade dentária. Esta é uma situação que afecta um em cada quatro adultos, sendo uma condição que aparece e pode desaparecer ao longo dos tempos.
Como se trata a sensibilidade dentária?
Em primeiro lugar, informe o profissional de saúde oral.
Os dentes sensíveis podem ser normalmente tratados com sucesso. Pode-lhe ser recomendado fazer uma escovagem com um gel de flúor ou um bochecho de flúor. Também pode experimentar pastas dentífricas pouco abrasivas, com uma composição específica para dentes sensíveis. Pergunte ao profissional de saúde oral quais os produtos para a sensibilidade dentária mais indicados para si.
Escove correctamente os dentes, caso contrário pode provocar-lhes desgastes desnecessários, tornando-os sensíveis. Uma escovagem excessivamente forte, a utilização de escovas de dentes duras, a ingestão frequente de bebidas gaseificadas, a existência de uma prótese removível desajustada podem conduzir à abrasão (desgaste da superfície dentária).

Outros problemas de saúde oral

Tártaro

O que é o tártaro?
O tártaro, também chamado de cálculo, é a placa bacteriana que mineralizou e endureceu nos seus dentes. O tártaro inicia a sua formação junto da linha da gengiva e progride para baixo dela, provocando a inflamação dos tecidos gengivais.
O tártaro pode não só ameaçar a saúde dos seus dentes e gengivas, mas também tornar-se um problema estético.
Como sei que tenho tártaro formado?
O tártaro é uma formação mineral facilmente visível acima ou junto à linha gengival. O sinal mais comum da existência de tártaro é uma coloração amarelada ou acastanhada dos dentes, junto à linha gengival. A única forma de detectar o tártaro com toda a segurança e de o remover é visitar regularmente o profissional de saúde oral.
Como posso prevenir a formação do tártaro?
Uma correcta escovagem e o uso de fio dentário são necessários para remover a placa bacteriana e impedir a formação de tártaro.
A partir do momento em que o tártaro esteja formado, só um profissional dentário o poderá remover. O processo de remoção do tártaro é chamado destartarização.

Higiene oral para deficientes


Em que consiste a higiene oral de pessoas deficientes?
Consiste nos mesmos procedimentos: escovagem dos dentes e utilização do fio dentário ou de outro meio de remoção da placa bacteriana dos espaços entre os dentes.
Devido às alterações da motricidade oral de muitas pessoas com determinado tipo de deficiência torna-se também necessária a remoção dos restos alimentares que se acumulam em zonas mais retentivas da cavidade oral.
Porque é necessária?
Tal como para todas as pessoas, a higiene oral das pessoas com deficiência é importante para prevenir as doenças orais.
Quando se deve efectuar?
A higiene oral deve ser efectuada pelo menos duas vezes por dia, sendo uma delas obrigatoriamente antes de deitar.
Algumas pessoas, tais como os doentes que vomitam muito, necessitam de uma higiene oral mais frequente e particular atenção médica dentária no acompanhamento do seu estado de saúde oral.
Será importante definir aqui diferentes situações quanto à autonomia dos indivíduos para a realização da sua higiene oral. Assim:
  • Existem indivíduos que apesar de portadores de deficiência não apresentam qualquer tipo de incapacidade na execução da sua higiene oral e devem ser encorajados a, autonomamente, executarem a sua própria higiene oral.
  • Existem indivíduos que necessitam de ajuda para a execução da sua higiene oral, nomeadamente através de dispositivos adaptados à escova dentária, fio ou fita dentária, às embalagens de dentífrico ou às soluções para bochecho e que, perante essa situação conseguirão executar autonomamente ou com pequeno auxílio, a sua higiene oral.
  • Existem indivíduos que não possuem autonomia para a realização da sua higiene oral, devendo esta ser assegurada por uma terceira pessoa, mediante técnicas por vezes adaptadas ao indivíduo com deficiência.
Deve-se sempre incentivar a auto-execução da higiene oral por parte do indivíduo com deficiência.
Caso tal não seja possível, os passos seguintes poderão ajudá-lo a realizar a higiene oral a outra pessoa.
Como utilizar o fio dentário numa pessoa com deficiência, impossibilitada de o fazer:
  • Corte um pedaço de fio dentário com cerca de 40 centímetros de comprimento. Existem porta-fios que facilitam a utilização do fio ou fita dentária;
  • Insira cuidadosamente o fio dentário no espaço entre dois dentes, curvando o fio à volta da superfície dentária que se está a limpar e fazendo com que tome a forma de um "C";
  • Execute movimentos curtos, horizontais, desde o ponto de contacto entre os dois dentes e até ao sulco gengival, em cada uma das superfícies dentárias desse espaço;
  • Proceda da mesma forma, usando uma sequência para não se esquecer de nenhum espaço interdentário, até que todos os dentes estejam devidamente limpos;
  • Deve usar sempre fio dentário limpo em cada espaço interdentário.
O fio dentário deve ser usado uma vez por dia, de preferência à noite, antes da escovagem dos doentes.
Como escovar os dentes a uma pessoa com deficiência e sem autonomia para o fazer?
Coloque os objectos seguintes num local de fácil alcance – luvas, toalha, escova de dentes e pasta dentífrica, elixir (se indicado), copo com água, bacia ou outro recipiente para o qual deitar a água.
1. Preparar a pessoa:
  • Caso seja uma pessoa acamada, ajude-a a sentar-se para facilitar a escovagem dos dentes. Se ela não se conseguir sentar, eleve-a na cabeceira da cama (se não estiver contra-indicada essa manobra).
  • Se a pessoa estiver em cadeira de rodas, estabilize-a, se necessário, faça o controlo do corpo e da cabeça.
  • Cubra-lhe o peito e os ombros com uma toalha para evitar molhar a roupa.
2. Antes de escovar os dentes da pessoa:
  • Calce as luvas;
  • Coloque uma pequena quantidade de dentífrico fluoretado na escova de dentes;
  • Peça à pessoa para abrir a boca ou abra-lha você mesmo, delicadamente. Existem alguns dispositivos no mercado que facilitam a abertura da boca e a estabilização dessa abertura.
3. Incline a escova em direcção à gengiva num ângulo de 45º de encontro à gengiva e faça pequenos movimentos horizontais e vibratórios, tipo vaivém ou circulares, de modo a que os pêlos da escova limpem o sulco gengival (espaço que fica entre o dente e a gengiva). Faça cerca de 10 movimentos nas superfícies dentárias abrangidas pela escova. A escova deve abranger 2 dentes de cada vez.
4. Escove com uma sequência para que todas as superfícies dentárias sejam escovadas. Comece num extremo do maxilar e acabe no outro extremo.
5. Escove suavemente as superfícies exteriores (do lado da bochecha) e interiores (do lado da língua).
6. Escove as superfícies de mastigação, fazendo movimentos curtos tipo vaivém.
7. Se possível, escove a língua suavemente desde a base em direcção à ponta, de modo a remover as bactérias e a refrescar o seu hálito.
Utilize dentífricos com excipientes reduzidos de detergentes para que não se produza muita espuma na boca. Em caso de dúvida, pergunte ao profissional de saúde oral.
8. Segure um recipiente por debaixo do queixo para que a pessoa possa cuspir o excesso de dentífrico que permaneceu na boca. Se não for possível bochechar ou cuspir e for necessário enxaguar a boca, pode-se ajudar da seguinte forma:
  • Colocar um recipiente por baixo do queixo;
  • Pôr um pouco de água dentro da boca, utilizando um copo recortado e fazendo ligeira flexão da cabeça;
  • Rapidamente, colocar a cabeça para baixo, fazendo com que deite a água fora;
  • Seque-lhe a cara com uma toalha.
Como prestar cuidados de higiene oral a uma pessoa com deficiência e que usa prótese dentária?
Prestar cuidados de higiene oral a uma pessoa que usa prótese dentária é tão importante como tratar de uma pessoa que ainda possua os seus próprios dentes. Normalmente, salvo indicação médica em contrário, as próteses dentárias devem ser retiradas à noite antes de dormir. Nessa altura deve ser feita a higiene da prótese. Caso a pessoa esteja impossibilitada de retirar a prótese dentária, calce um par de luvas e retire-a cuidadosamente.
Limpeza da prótese dentária:
  1. Segure firmemente a prótese dentária. Colocar um pouco de água ou uma toalha turca no lavatório (para, se a prótese cair durante a lavagem, não se partir);
  2. Com uma escova própria e com água tépida, escove a prótese de modo a remover os restos alimentares e a placa bacteriana;
  3. Coloque-a dentro de um copo ou recipiente próprio, com um produto próprio ou só com água.
Existem produtos próprios para limpeza das próteses que devem ser usados de acordo com as indicações do fabricante.
As pessoas que usam prótese dentária devem massajar os locais da boca onde a prótese assenta (gengivas e o céu-da-boca) com uma escova de dentes macia. 
O interior da boca deve ser examinado regularmente e deve procurar-se sinais de inflamação que possam ser originados por uma prótese dentária desajustada.
Se aparecerem qualquer tipo de feridas na boca, dor ou se verificar que as próteses dentárias não estão bem adaptadas, procure o profissional de saúde. 

quarta-feira, 1 de junho de 2011

SINAIS PARA TRATAMENTO

 Atraso na troca dos dentes de leite ou perda precoce;
 Dificuldade na mastigação;
 Sucção de dedo e maus hábitos bucais;
 Mordidas profundas, causando marcas no céu da boca;
 Dentes projetados para frente;
 Dentes que se relacionam de maneira anormal ou não se relacionam de maneira alguma;
 Desequilibrios faciais;
 Maxilares para frente ou para trás;
 Desgastes anormais dos dentes;
 Mordidas cruzadas;
 Espaços entre os dentes;
 Dentes apinhados.
Mordida Cruzada
Espaços e mordida cruzada
Habito de chupar dedo
   
Dentes tortos
Dentes para frente 
Demora na troca dentária

CRIANÇAS EM DESENVOLVIMENTO

4 - 24 meses
Dentição: 
Os primeiros dentes de leite estão em erupção 


Destreza: 
Os pais escovam os dentes dos bebês 


Desenvolvimento: 
Os bebês tem interesse por personagens simples e divertidos

Cuidados: 
A primeira dentição é um fator importante para permitir dentes permanentes bem posicionados

2 - 4 anos
Dentição: 
Os dentes de leite continuam nascendo 


Destreza: 
Mãos pequenas com destreza limitada (Aprendendo) 


Desenvolvimento: 
Atração por personagens populares e conhecidos

Cuidados: 
O tratamento da má posição dos dentes evita problemas de gengiva e facilita a higienização

A respiração bucal, pode alterar a posição dos dentes

5 - 8 anos
Dentição: 
Primeiros dentes permanentes nascendo


Destreza: 
Melhor coordenação, porém limitada. Mãos maiores 


Desenvolvimento: 
Atração por personagens de ação como heróis e princesas

Cuidados: 
Chupar dedo, mamadeira e chupeta após os 4 anos de idade podem alterar a posição dos dentes e ossos da face


9 anos e superior
Dentição:
Mescla dentes permanentes e de leite

Destreza: 
Escovam seus dentes sozinhos

Desenvolvimento:
Atração por desenhos e cores modernas
Cuidados: 
Dores de ouvidos, da cabeça e na face podem estar relacionados a problemas de oclusão
Crianças e adolescentes podem se beneficiar com o tratamento ortodôntico

O QUE É ORTODONTIA-ORTOPEDIA FACIAL?


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Figura 1. Dentes superiores têm que encaixar direitinho com os inferiores. Isto é uma oclusão correta.
Quando começam a nascer os dentes permanentes do meu filho (a) ?
Na idade entre 6 e 7 anos começam a aparecer os primeiros dentes permanentes. Nesse período o seu filho (a) terá uma dentição mista: dentes de leite e dentes permanentes.

Existe algum problema quando o queixo de uma criança fica muito para trás?
Existe sim. O queixo muito para trás indica uma má formação, ou seja, uma desarmonia entre os ossos da face. Isso é chamado de displasia facial e para tratar dessa disfunção é preciso usar o método Ortopedia Funcional dos Maxilares
Que tipo de problema tem e como poderia ser tratada uma criança com dentes tortos ou encavalados?
Essa criança tem má oclusão dental ou seja, ela tem os dentes fora da posição correta. Se você notar que a criança tem os dentes girados, encavalados, dentes muito para fora da boca, deixando-a ''bicuda", ou muito para dentro da boca, deixando-a com um perfil achatado, dentes de cima que cobrem os de baixo, dentes de cima que não tocam os de baixo, ou dentes superiores que não encaixam direito com os de baixo, procure um especialista pois tudo isso pode ser evitado logo cedo se tratado com aparelhos da Ortopedia Facial ou Ortopedia Funcional dos Maxilares.
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Figura 2. Criança com má oclusão dental.
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Figura 2. Isto é um tipo de má-oclusão dental
O Tratamento para má oclusão é o mesmo para a displasia facial?
Sim. Para os dois casos é usada a Ortopedia Facial ou Ortopedia Funcional dos Maxilares.

Os dentes do meu filho estão entortando, qual é o problema?
Pode estar ocorrendo um estreitamento da maxila, o que chamamos de atresia da maxila. Esse é um problema que, se for muito acentuado, prejudica também a respiração e provoca um estreitamento do nariz por dentro, além de entortar os dentes. Isso também é displasia facial.

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Figura 3. Esta menina está na fase da dentição mista. Tem dentes permanentes (azul) e dentes de leite (cor de rosa).
Por que acontece a atresia da maxila?
A causa a atresia da maxila pode ter os mais diversos motivos, e o mais comum é por respirar pela boca.

Esse tipo de problema prejudica outras coisas além dos dentes?
Sim. A atresia da maxila também prejudica a respiração, a fala e pode ainda entortar a face. Geralmente o queixo fica para um lado quando olhamos a criança bem de frente.

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Figura 4
Esquerda, criança normal, no centro queixo muito para trás e a direita queixo muito para frente. Esses problemas são chamados displasias faciais e devem ser tratados o mais cedo possível.
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Figura 5. Queixo para o lado provoca a mordida cruzada posterior e também deixa a face torta.
Atresia da maxila deixa o "céu da boca" muito estreito.
Tenho notado que durante a noite meu filho está sempre com os lábios meio abertos. O que isso significa?
Significa que ele está respirando pela boca, ou seja, está fazendo a respiração bucal, ao contrário de usar a respiração nasal, que é a correta.
Isso acontece quando existe um aumento no tamanho de adenóides, desvio do septo por aumento dos tecidos da mucosa nasal ou mesmo pelo simples hábito.

A respiração bucal pode prejudicar a criança?
Sim. Principalmente na prática de esportes. A criança pode se cansar mais facilmente porque não consegue respirar direito pelo nariz.
Além disso a respiração bucal prejudica o crescimento geral e da face, pois geralmente a maxila fica mais estreita e provoca a chamada mordida cruzada dental.
Meu filho tem alergia. Isso pode acarretar algum problema?
Pode sim. Se a alergia que seu filho tem provoca dificuldades respiratórias, ele pode ter atresia da maxila.

Existem algumas palavras que meu filho não consegue pronunciar corretamente. Isso é normal?
Não. Isso não é normal. Pode-se dizer que as crianças que apresentam problemas na pronúncia de algumas palavras têm problemas de fonação. E esse tipo de problema pode prejudicar a formação e posição correta dos dentes, caso a criança ao falar aperte muito a ponta da língua contra os dentes, o que provocaria o avanço desses dentes para frente.

O simples fato de engolir pode acarretar algum problema nos dentes de uma criança?
Sim. Esse é um problema do modo de agir dos músculos da face quando a criança engole. Ele é chamado de deglutição atípica e o mais comum é colocar a ponta da língua entre os dentes da frente.

Meu filho tem mania de colocar a ponta da língua entre os dentes da frente. Isso pode acarretar algum problema para a formação dos seus dentes?
Sim. Pressionar demais os dentes da frente pode empurrá-los para fora, deixando a criança "bicuda".
Pode também impedir que os dentes de cima encostem nos de baixo. As crianças engolem saliva com muita freqüência de dia e de noite, chegando a 2.600 vezes. E toda vez que engolem, podem estar empurrando os dentes para uma posição errada.

Chupar dedo ou chupeta prejudica os dentes?

Sim. Pode provocar movimentos nos dentes e ossos que os suportam.

Nós já vimos até aqui vários casos que podem ser tratados com Ortopedia Funcional. Qual a idade mais adequada para fazer esse tipo de tratamento?
Não há uma idade exata para o início do tratamento. O ideal é que seja iniciado e terminado enquanto a criança ainda está em crescimento rápido e grande, até os 13 ou 14 anos. Mas considera-se, de uma forma geral, que deva iniciado em torno dos 6 ou 7 anos de idade. E nos casos mais graves deve ser iniciado o mais cedo possível.

Pode-se fazer tratamento de Ortopedia Facial num adolescente?
Não é possível fazer esse tratamento em adolescentes porque a Ortopedia Funcional só pode ser feita em fase de crescimento grande.
Nesse caso é aconselhável a Ortodontia Fixa.
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Figura 6. Chupar dedo ou chupeta prejudica ossos e dentes.

Qual é a idade ideal para uma criança colocar o aparelho fixo?
Não há uma idade exata para uso do aparelho fixo. O que existe é uma época certa: depois que todos os dentes permanentes já tiverem nascido. Isso pode acontecer entre 12 e 13 anos.

A escolha entre Ortopedia ou Ortodontia é uma questão de preferência para o tratamento de uma criança?
Não, de forma alguma. Cada tratamento tem que ser estabelecido pelo problema que a criança apresenta e pela idade que tem. Não é questão de gostar mais desse ou daquele método.
Dentistas que estudam o assunto decidem qual é o melhor método de tratamento para cada criança. Essa escolha não é de direito nem dos jovens nem mesmo de seus pais.

Mas se eu não quiser fazer o tratamento agora, eu posso deixar para mais tarde?

Não. Deixar o tratamento para mais tarde pode provocar problemas maiores depois. Há casos em que é preciso fazer uma cirurgia ortognática que poderia ser evitada com uso correto de aparelho de Ortopedia na idade certa.

A Ortopedia vai resolver todos os problemas de meu filho?
Pode ser que não. Às vezes o tratamento deve começar primeiro com Ortopedia e depois passar para Ortodontia Fixa. Entretanto, a Ortopedia pode melhor muito a displasia facial e faz com que a Ortodontia seja simplificada.

Então quer dizer que eu posso deixar para fazer o tratamento mais tarde e usar somente a Ortodontia Fixa?
Não. A Ortodontia só irá corrigir a má-oclusão dental. A displasia facial não teria mais solução, a não ser com cirurgia ortognática.
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Figura 7. Se por acaso você perder algum dente, os outros podem ser movimentar provocando uma má-oclusão dental.
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Figura 8. Algumas pessoas não têm todos os dentes. Os outros se movimentam e muitos espaços ficam abertos.
Crianças que têm o queixo para trás ou que têm os dentes para a frente podem ter problemas psicológicos?
Sim e com muita freqüência. Por exemplo, um queixo para trás deixa o perfil com o nariz muito para frente. Os americanos chamam essa aparência de "bird face", ou seja cara de passarinho. Nas escolas, as outras crianças apelidam "essas caras" de Fuinha, Pardal, Nariz e outros apelidos. Já as pessoas que têm os dentes muito para frente são chamados de Mônica, Coelho, Dentinho, Beiçola, Boquinha, Limpa-trilhos, Vampiro entre outros apelidos desagradáveis.
Esse tipo de brincadeira deixa as crianças tristes e até com vergonha de sorrir.

A Ortopedia Funcional dos Maxilares é um tratamento que corrige as chamadas displasias faciais e também corrige as posições erradas dos dentes. Para que você entenda melhor, displasia facial quer dizer má formação dos ossos da face.
Esse tratamento deve ser feito logo que crianças apresentem algum problema